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Artigo – Universidades brasileiras: produção de conhecimentos e inovações na inclusão social

Por Vivina do C. Rios Balbino

Estimulando a competência e a produção intelectual, o Brasil tem investido muito nos intercâmbios e contatos com outras universidades do mundo todo. Hoje extrapolando as concentrações de verbas no eixo RJ/SP, todas as universidades brasileiras recebem verbas razoáveis formando cientistas em todas elas. Os inúmeros Campi avançados criados recentemente em todos os recantos do país incluindo o norte e o nordeste, representam um marco no ensino superior. O Instituto Internacional de Neurociências de Natal – RN dirigido pelo reconhecido mundialmente doutor  Miguel Nicolelis, que também dirige o Centro de Neurociências da Universidade Duke – EUA é uma realidade fantástica do ensino superior brasileiro fora do tradicional eixo científico.

Censo 2010/2011mostra universidades dos diversos pontos do Brasil no topo: Universidade de São Paulo; Universidade Estadual Paulista; Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Universidade Federal do Rio de Janeiro; Universidade Federal de Minas Gerais; Universidade de Brasília; Universidade de Santa Catarina; Universidade Estadual de Campinas; Universidade Federal de Pernambuco e Universidade Federal do Paraná. Nas últimas provas da Ordem dos Advogados do Brasil- OAB universidades do nordeste se destacaram pela excelência.  Pesquisas de ponta em nanotecnologia e tantos outros projetos se destacam na UFC. A Universidade Federal do Ceará – Instituto UFC Virtual com projeto pioneiro começa treinar em 2011 Oficiais de chancelaria de 120 consulados brasileiros em 197 países por ensino à distância, inclusive em Washington. Universidades brasileiras produzindo e disseminando conhecimentos pelo país e mundo afora.

Dados de 2011 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD, a Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG é a única instituição brasileira de ensino superior a fazer parte da REDIVU (Rede Ibero-americana de Compromisso Social e Voluntariado Universitário), que tem o objetivo de estimular a universidade ser fator de desenvolvimento e de inclusão social das regiões de seu entorno. A REDIVU foi criada em 2009 por uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD reunindo instituições de 16 países. Segundo Grazia Fiore da REDIVU, o Brasil já tem importante papel na inclusão social e cita as nossas campanhas de alfabetização voluntária inspiradas em Paulo Freire e os primeiros passos do Projeto Rondon, que entre 1967 e 1989, promoveu o contato de estudantes universitários voluntários com o interior do país. A REDIVU é composta por 58 universidades e estimula o voluntariado ampliar sua presença no Brasil.

O recente Centro de Imagem Molecular da UFMG apresenta a tecnologia mais moderna da América Latina no tratamento de câncer e doenças neurológicas: mal de Alzheimer, transtorno bipolar e esquizofrenia. Buscando inclusão social, o objetivo é incentivar essa tecnologia no Sistema Único de Saúde (SUS).

A responsabilidade social da universidade brasileira na qualidade de vida do povo brasileiro é inquestionável. Os intelectuais têm enorme responsabilidade nas transformações sociais, principalmente os que tiveram acesso aos conhecimentos de qualidade numa universidade pública. Os retornos sociais para a população precisam ser reais. Além da produção do conhecimento, —– PAGINA 01 –a extensão universitária reafirma o compromisso social da universidade promovendo ações de inserção por meio de programas e projetos nas comunidades.

A popularização da ciência e dos conhecimentos científicos constitui outra forma real de compromisso social das universidades. Conhecimentos incorporados pelos cidadãos proporcionando-lhes maior conscientização dos fatos e melhor qualidade de vida. Importante que a universidade vá ao encontro do povo em feiras científicas e cientistas em projetos nas escolas mostrando o seu trabalho e o seu compromisso com as demandas sociais. A universidade para além dos seus campi e muros.  Dos 5,8% do PIB destinado à educação hoje, o maior percentual fica com o ensino superior. A democratização na distribuição de verbas e boas políticas públicas têm revolucionado o ensino superior no Brasil.

Importante que as universidades valorizem os cursos de Pedagogia e licenciaturas. A educação fundamental é base para a promoção de talentos. As atuais maratonas de matemática/outras, que cooptam jovens talentos pelo Brasil afora são importantíssimas. Desde 2006 adolescentes talentos são bolsistas de Iniciação Científica Júnior do CNPq e têm Currículo Lattes – isso é fantástico! Contribuindo na educação básica, produzindo e disseminando conhecimentos e práticas visando à melhoria de vida do povo brasileiro, as universidades cumprem o seu papel de compromisso e inclusão social.

Vivina do C. Rios Balbino – Psicóloga, mestre em educação, professora da Universidade Federal do Ceará e autora do livro “Psicologia e Psicologia Escolar no Brasil”.

Obs: O conteúdo deste artigo é de responsabilidade da autora e não reflete a opinião do Proifes.

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