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Apresentações e debate sobre desmonte das políticas culturais no Brasil marcam sessão especial em homenagem ao Dia Internacional da Dança

Com o intuito de celebrar o Dia Internacional da Dança, ocorreu na manhã de hoje (25) uma sessão Especial da ALBA promovida pelo deputado Marcelino Gallo, na Escola de Dança da UFBA. A atividade compõe a agenda do Comitê Universitário em Defesa da Democracia e discutiu os impactos do golpe sobre as políticas culturais no Brasil, além de pensar a articulação da classe artística na resistência e enfrentamento desta conjuntura.

A atividade teve início com a leitura da carta de artistas, por estudantes da escola de Dança da UFBA, sobre o impacto da conjuntura sobre os direitos sociais e também sobre a desregulamentação das profissões artísticas. Os convidados também puderam prestigiar apresentações de diversos grupos de dança da UFBA.

O evento contou com a presença de estudantes e docentes da instituição, e teve diversas participações especiais como a do ex-ministro da cultura, Juca Ferreira. Em sua fala, Juca deu destaque para a importância da cultura na formação na efetivação da democracia no país e explicou que os desmontes que o setor vem sofrendo desde o golpe de 2016 são na verdade manobras políticas estrategicamente pensadas.

“Para se pensar em democracia e sustentá-la, em inclusão, há de ter duas linhas estratégicas: educação de qualidade e acesso pleno à cultura. Precisamos de uma base cultura sólida para sustentar a democracia. A primeira medida do governo golpista foi tentar destruir o Ministério da Cultura. Não foi por uma questão econômica, e sim uma clara decisão política pelo que a cultura significa na construção do país e na consolidação de política públicas que permitam a população construírem uma base cultural crítica, reflexiva”, declarou o ex-ministro.

Já Renato Dias, da FUNCEB, falou sobre dobramentos do golpe sobre os grupos étnicos no Brasil – quilombolas, indígenas. Principalmente em relação ao acesso às políticas culturais e aos bens culturais como um todo.

“A arte e a cultura são estruturantes na resistência e enfrentamento ao golpe. A sociedade precisa mais do que nunca disputar as narrativas, e daí o papel fundamental das expressões artísticas, que podem tocar a sensibilidade”, explicou.

Fonte: APUB Sindicato

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