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ADUFRGS-Sindical e Proifes participam de audiência pública sobre greve dos servidores na Assembleia Legislativa do RS

Fonte: ADUFRGS-Sindical

A presidente da ADUFRGS-Sindical, Maria Luiza Ambros von Holleben, também representando o Proifes-Federação, participou ontem (13/07) de audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, onde manifestou apoio à greve dos servidores técnico-administrativos das Instituições Federais de Ensino do Estado, paralisados desde o dia 28 de maio. “A posição da ADUFRGS-Sindical e do Proifes-Federação é de pleno apoio a esta greve e às iniciativas tomadas pela Assufrgs. Os professores rechaçaram a proposta do governo, mas decidiram, por meio de votação eletrônica, não paralisar as atividades por enquanto. Isso não significa que não possamos retomar essa possibilidade em um segundo momento, caso o governo não avance nas negociações. O indicativo de greve, aprovado em 16 de junho, está mantido”, disse Maria Luiza.

Ela lembrou que, além do já conhecido contingenciamento de verbas para as universidades e institutos federais, os professores sofreram outro duro golpe neste final de semana, que foi o corte de recursos para a pós-graduação (leia mais). Maria Luiza conclamou todos a se manterem unidos nesse momento de crise, para que não se deixe perder o que foi feito de bom nos últimos anos pelo ensino superior público, como a expansão e a facilidade de acesso para as camadas menos favorecidas.

A audiência pública foi chamada pela Assufrgs e realizada pela Comissão de Segurança e de Serviços Públicos e pela Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa. A sessão, conduzida pelo deputado Nelsinho Metalúrgico (PT), presidente da Comissão de Segurança e de Serviços Públicos, contou com a participação de servidores técnico-administrativos, docentes e estudantes da UFRGS, da UFCSPA e do IFRS. Compuseram a mesa, além do deputado e da presidente da ADUFRGS-Sindical, os coordenadores da Assufrgs, Mozarte Simões da Costa Júnior e Bernadete Menezes; o diretor do IFRS/Restinga, Gleison Samuel do Nascimento; o coordenador-geral do DCE da UFRGS, Juliano Marchant; a coordenadora-geral do DCE da UFCSPA, Laura Abon Zahr; e o presidente da seção sindical da Andes/UFRGS, Carlos Alberto Gonçalves.

 

As falas convergiram para a questão da ampliação de vagas e do acesso à universidade nos últimos anos, sem que ainda fossem dadas as condições necessárias aos alunos, especialmente os de baixa renda, de se manterem na universidade. Também o espaço físico não foi ampliado proporcionalmente, nem foram contempladas as obras de manutenção e conservação da estrutura já existente. E agora, diante da crise econômica, o governo decide executar cortes drásticos na educação, que irão paralisar obras de ampliação, precarizar ainda mais alguns serviços essenciais e causar graves consequências para os jovens que acreditaram ter oportunidade de cursar uma boa universidade. A questão salarial ficou em segundo plano na discussão, embora tenham lembrado que as greves acontecem porque o servidor público não tem direito à data-base e precisam sempre paralisar para serem ouvidos pelo governo.

 

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Agência Proifes

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