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ADUFRGS-Sindical convoca reunião extraordinária do Conselho de Representantes para avaliar novo cenário de negociação

A presidente da ADUFRGS-Sindical, Maria Luiza Ambros von Holleben e o presidente do Conselho de Representantes, Eduardo Rolim de Oliveira, convocam extraordinariamente o Conselho de Representantes do Sindicato para reunião na sexta- feira (15/06), às 17h30min, para avaliar o novo cenário das negociações da carreira, a partir dos pontos de pauta do Proifes-Federação. Na segunda, dia 18 de junho, a Diretoria se reúne para tratar do mesmo tema.

Na reunião de ontem (12/06), que marcou a retomada das negociações, o governo aceitou um dos pontos centrais da pauta de reivindicações do Proifes: utilizar como “referência remuneratória” para os docentes, a carreira dos pesquisadores da Ciência e Tecnologia.

O secretário de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Sérgio Mendonça, pediu uma trégua aos professores de 20 dias, período em que ambas as partes trabalhariam de forma intensiva. O Proifes e os demais sindicatos que participaram da reunião não cederam, principalmente porque não foi apresentada uma proposta concreta pelo governo, sobre a qual pudessem trabalhar. “Uma proposta de ‘trégua’ tem que ter pressupostos, tem que ter contrapartida, já que não é possível aceitar que seja medida de ‘mão única’, mas sim uma iniciativa bilateral. Continuaremos a apostar no diálogo, como sempre fizemos, mas não vamos propor a suspensão dos nossos movimentos para esperar por uma proposta” , disse o presidente do Proifes-Federação, Eduardo Rolim de Oliveira.

O Proifes-Federação informou que, em decorrência do rompimento unilateral das negociações e considerando ainda que o governo não havia tornado pública a concordância com a equiparação entre a carreira docente e a da Ciência e Tecnologia, diversos sindicatos filiados ao Proifes aprovaram, através de plebiscito, deflagração de greve a partir de 15 de junho. “No ano passado, com o aval do governo, submetemos a um plebiscito, em que votaram mais de 4 mil professores os seguintes pontos: ‘reajuste emergencial’ de 4% para março de 2012; incorporação das gratificações; e criação de um GT para reestruturar a carreira, tendo a equiparação salarial com a carreira de Ciência e Tecnologia como parâmetro remuneratório. A categor ia aceitou o que foi proposto e a expectativa é a de que agora o governo honre o combinado”, afirmaram os representantes do Proifes-Federação.

O Proifes-Federação insistiu também em outros quatro pontos:

1. A entidade considerou que é inadmissível que até agora não tenha havido concordância com a progressão de D1 para D3 de docentes titulados, enquanto não for publicado o regulamento previsto na Lei 11.784. Essa é uma reivindicação justa apresentada ao governo há quase quatro anos, sem que haja acolhimento conclusivo.

2. O Proifes solicitou a reafirmação na presente Mesa de que não haverá nenhum recuo em relação à isonomia estrutural e remuneratória entre MS e EBTT conquistada pela entidade em 2008.

3. A Federação cobrou do governo que retire da MP 568 os itens que introduzem mudanças na forma de cálculo da insalubridade e da periculosidade, inseridos sem prévio debate, argumentando que esse tipo de atitude configura uma quebra de confiança no processo negocial.

4. O Proifes relembrou outra demanda que considera muito importante: a correção das distorções ocorridas em 2006, quando foi criada a classe de associado, época em que ativos e aposentados que ficaram represados por muito tempo no nível 4 da classe de adjunto foram severamente prejudicados.

A próxima reunião do GT Carreira foi marcada para 19 de junho, terça-feira, às 10h, quando o Proifes espera que o governo apresente uma proposta concreta. Hoje (13/06) e amanhã (14/06), o Conselho Deliberativo da entidade se reúne para analisar a atual conjuntara e aprovar eventuais encaminhamentos.

Participaram da reunião do GT Carreira do dia 12 de junho de 2012 pelo MPOG, o secretário de Relações de Trabalho, Sérgio Mendonça, a secretária adjunta de Relações do Trabalho, Marcela Tapajós e Silva, e a coordenadora geral de Negociação e Relações Sindicais, Edina Maria Rocha Lima; pelo Ministério da Educação (MEC), compareceram o secretário de Ensino Superior, Amaro Lins, o diretor de Desenvolvimento da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, Aléssio Trindade, e a coordenadora geral de Gestão de Pessoas, Dulce Tristão. Pelo Proifes-Federação o presidente, Eduardo Rolim, os diretores Gil Vicente Figueiredo, Nilton Brandão e Marcelino Pequeno, a presidente da ADUFG-Sindicato, Rosana Borges, e o 2º vice-presidente da ADUFRGS-Sindical, Lucio Olimpio de Carvalho Vieira

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Agência Proifes

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