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Adufg-sindicato: Dia do Trabalho é marcado por manifestação contra as reformas do governo

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Adufg-sindicato: Dia do Trabalho é marcado por manifestação contra as reformas do governo

Trabalhadores e trabalhadoras de diversas entidades e movimentos sindicais reuniram-se neste 1º de maio na Praça Universitária para lembrar o Dia do Trabalho como uma data que traz à tona todo o retrocesso que o governo está fazendo com relação aos direitos dos brasileiros. Discursos de protesto e de luta marcaram as falas dos presentes durante entre as atrações culturais.

“Não temos o que comemorar neste 1º de maio, considerando todas as reformas que o governo tenta fazer em cima dos trabalhadores brasileiros. Conseguimos adiar a reforma da previdência, mas a reforma trabalhista foi aprovada e só aumentou desemprego no Brasil”, destacou o professor Flávio Alves da Silva, presidente do Adufg-Sindicato. Também participaram do ato na praça os diretores João de Deus, Ana Chistina Kratz e Abraão Garcia, além de professores da UFG.

Flávio alertou sobre o sucateamento das universidades públicas, que vem sofrendo cortes nos investimentos e pesquisa. Além disso, a carreira docente está sendo constantemente ameaçada pelo governo: “os professores vão ficar sem aumento salarial, não temos previsão nem para o próximo ano. O governo não recebe o Proifes para fazer negociação, não temos perspectivas nenhuma de melhoria com esse governo”.

O professor João de Deus, diretor Administrativo do Adufg-Sindicato, externou preocupação quanto ao momento que o Brasil está vivendo: “Estamos vivendo um momento muito difícil, eu sou de uma geração que lutou no final da ditadura militar e tivemos muitos avanços ao longo das últimas décadas e que no prazo de dois anos vimos tudo cair por terra”. Para João de Deus, o 1º de maio  significa a retomada desse processo de luta, “nós perdemos muita coisa e temos que recuperar isso, a luta de uma geração inteira por melhores condições de vida, melhores salários, e outras conquistas”.

João de Deus destacou a importância das manifestações, que devem acontecer no Brasil todo, e disse que o mundo está solidário ao momento político do país. “Eu tenho visto o mundo inteiro solidário ao Brasil e à América Latina nesse momento que estamos passando. Vemos manifestações em diversos países da Europa solidarizando conosco contra esse retrocesso, esse momento extremamente delicado da nossa história”, ressaltou.

“Essa data realmente é para lembrar das conquistas obtidas pela classe trabalhadora e continuar lutando para que o que está acontecendo agora para que não se repita nos próximos anos, precisamos modificar a política nacional e usar as eleições para isso”, ressaltou o professor Flávio. O presidente do Adufg-Sindicato ainda chamou atenção para a participação de todos na mobilização em favor da classe trabalhadora: “Nós temos participado de vários movimentos, inclusive com outras categorias, para defender os interesses da nossa classe porque os ataques estão de todas as formas e a classe trabalhadora precisa estar unida para conseguir fazer valer seus direitos. Ainda vemos pouca gente na rua neste 1º de maio, que ainda é feriado, é um reflexo também da falta de mobilização geral de toda a classe trabalhadora que precisa agir e lutar pelos interesses da classe”.

Fonte: Adufg-sindicato

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