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ADUFG – Audiência Pública e Assembleia debateram autonomia universitária

Fonte: Adufg Sindicato 

A autonomia da universidade foi defendida em Audiência Pública, realizada sexta-feira (15), no auditório Solón Amaral da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás. O debate questionou a Recomendação n° 75 do Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO), que interfere diretamente na autonomia universitária.

Presidente da Adufg Sindicato, Flávio Alves da Silva, compôs a mesa de debates ao lado dos deputados estaduais Isaura Lemos (PCdoB), Luis Cesar Bueno (PT) e Adriana Accorsi (PT), dos reitores da IFEs de Goiás, Orlando Amaral (UFG), Jerônimo Rodrigues da Silva (IFG) e Vicente Pereira de Almeida (IF- Goiano), da presidente do Sint-Ifesgo, Fátima dos Reis, e do presidente da UEE, Ritley Alves.

Durante o debate, o reitor da UFG informou que nenhuma IFE de outro estado recebeu Recomendação semelhante à distribuída em Goiás pelo MPF-GO. Com auditório cheio, a mesa ratificou a defesa da autonomia e o papel de espaço privilegiado que a universidade tem para o debate de assuntos de interesse da sociedade.

Confira algumas argumentações feitas durante a Audiência Pública:

“A universidade luta por autonomia não é de agora. Nossa luta é para que essa autonomia seja respeitada. Essa questão vai além do processo de impedimento. Independente de governo, a universidade continua. O MPF-GO vir e recomendar que não se discuta política na universidade é colocar mordaça nos professores. E isso a Adufg Sindicato não vai permitir.” Flávio Alves da Silva, presidente da Adufg Sindicato.

“Recebemos a Recomendação com a mesma surpresa de todos. Respondemos em cinco dias com argumentação tranquila. A universidade tem autonomia e é um espaço privilegiado para o debate. Toda sociedade tem interesse no processo de impedimento da presidenta. É algo que tem impacto em toda sociedade. Claro que a universidade tem interesse e debate o assunto. Em nossa argumentação ao MPF-GO deixamos claro que não são debates de interesse partidário” – Orlando Amaral, Reitor da UFG.

“Dentro desse cenário que se constitui de golpe, essa Audiência Pública é para tratar a agressão que a universidade está sofrendo. Essa agressão é reflexo desse cenário. E começa mesmo pela universidade. Essa polarização política está afetando a universidade. Afeta o ambiente mais democrático, de discussão, de debate, que temos: a universidade. – Isaura Lemos (PCdoB), deputada estadual.

“Ao ser provocado pela Adufg Sindicato e pelo Sint-Ifesgo, ficamos perplexos. Nós que lutamos contra a ditadura e pela democracia ficamos perplexos com essa Recomendação. É uma censura. Uma mordaça colocada em cada professor. Imagine um professor de Ciência Política que não pode debater o processo de impeachment com seus alunos? Nem nos anos de chumbo medidas como essa eram tão diretas. Uma resposta precisa ser dada. Não podemos aceitar uma medida tão incabível e impraticável como essa” – Luiz Cezar Bueno (PT), deputado estadual.

Assembleia Universitária

Também na sexta-feira (15/04), à tarde, a Assembleia Universitária discutiu na UFG a crise política nacional e a Recomendação do MPF-GO. Sobre o impacto do processo de impedimento da presidente na universidade, o reitor da UFG, Orlando Amaral, disse não ter respostas. “Esse cenário é de dúvidas, preocupações e incertezas”, disse.

Orlando relembrou o processo de expansão da UFG nos governos do PT, da crise econômica que afetou a universidade no último ano e falou em defesa do “patrimônio construído com muita luta.”

Compondo a mesa na Assembleia, Flávio Alves da Silva, presidente da Adufg Sindicato, voltou a destacar a importância da UFG como espaço de debate. E destacou como nebuloso o cenário político e o impacto da crise política na universidade, “que já vem sofrendo com a crise econômica e política desde o ano passado.” “O que vai acontecer daqui para frente deve ser ainda pior”, completou.

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Agência Proifes

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