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Adufg atua para garantir o cumprimento dos direitos dos professores durante o ensino remoto

Com o objetivo de assegurar os direitos dos professores na retomada de atividades acadêmicas em regime de ensino remoto, o Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato) enviou nesta quinta-feira (20/08), quatro ofícios às universidades federais localizadas em Goiás (UFG, UFCAT e UFJ). As três instituições já anunciaram que vão adotar a modalidade remota por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Um dos documentos pede que as universidades se posicionem sobre dez questões que tratam de assuntos, como logística, qualidade de ensino e igualdade no acesso de alunos e professores às aulas remotas. “Considerando que não houve tempo hábil para que questões que envolvem o fazer acadêmico nas suas mais diferentes áreas, solicitamos que algumas questões sejam observadas”, diz o ofício.

Um dos posicionamentos solicitados pelo Adufg é sobre a existência de um protocolo de conduta que garanta, entre outros direitos, privacidade, carga horária de planejamento e produção dos conteúdos, controle e cumprimento de jornada de 40 horas semanais. O sindicato também pede a não responsabilização dos docentes em caso de problemas técnicos e que as universidades estejam atentas aos impactos do aumento significativo de atividades, demandas e atribuições.

É solicitada, ainda, uma discussão ampla e democrática das medidas encaminhadas pelas instâncias superiores. O Adufg também pede que as instituições se posicionem sobre os custos e adaptações impostos aos professor para a realização das aulas remotas.

Outras questões abordadas no ofício são: definição de prazos para lançamento de notas e cadastramento de novas matérias; disponibilização de espaços na universidade, com material tecnológico e adequado e com a presença de técnicos de informática para que os docentes que não possuem ferramentas tecnológicas necessárias possam utilizar para suas aulas; disponibilização das informações que denotem o motivo pelo qual se optou pelas plataformas comerciais para o desempenho das atividades; disponibilização das análises e respostas das questões específicas de cada unidade que foram lançadas no processo administrativo que resultou na aprovação do ensino remoto.

Jornadas maximizadas e local de trabalho
Em outro ofício, o Adufg também pediu a criação de comissão para edição de normativa que trate especificamente das professoras das três universidades que, em vários momentos, precisam acumular as atividades profissionais com jornadas domésticas e cuidados com os próprios filhos. A ideia é que a normativa faça com que docentes, técnicas e alunas nessas situações não tenham ainda mais prejuízos.

O Adufg também pediu que as universidades forneçam orientações sobre o local que deve ser realizado o trabalho remoto, uma vez que existem casos de professores que desempenham suas atividades em cidades diferentes das unidades acadêmicas em que estão lotados. O objetivo é garantir melhores condições de saúde para os docentes e seus familiares.

Núcleos Livres de Inverno
Especificamente para a Universidade Federal de Goiás (UFG), o Adufg pediu a revisão da carga horária dos Núcleos Livres de Inverno. O objetivo é computa-los na carga horária dos professores. “Pensar diferente significa mais um acrescimento não remunerado ao desempenhar das funções, extravasando sem qualquer consequência as horas legalmente previstas para o desempenhar dessas atividades”, diz o ofício.

Confira, abaixo, os ofícios enviados:

Ofício nº 176/2020
Ofício n° 177/2020
Ofício n° 179/2020
Ofício nº 180/2020

Fonte: Ascom ADUFG-Sindicato

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Agência Proifes

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