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Abril Indígena: SINDIEDUTEC visita território em processo de retomada e contribui para projeto audio

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Abril Indígena: SINDIEDUTEC visita território em processo de retomada e contribui para projeto audio

Abril Indígena: SINDIEDUTEC visita território em processo de retomada e contribui para projeto audio

Durante a última semana foi realizado o 1º Abril Indígena no Paraná. O evento marca a retomada do território da Floresta Metropolitana Estadual de Piraquara para os povos indígenas e não se limita apenas à posse para moradia e produção agrícola, mas significa antes, a reconquista de um modo de vida ancestral. É o que diz Eloy Jacintho, um dos organizadores. “Como a floresta estava em situação de abandono foram iniciadas tratativas em 2009 com o intuito de devolver o território aos povos indígenas da região”, diz. Há sete meses indígenas das etnias Guarani, Kaingang, Tukano e Terena ocuparam a Floresta e atualmente cerca de oito famílias se encontram alojados no antigo centro de formação ambiental do Instituto Água e Terra (IAT), que apoia o evento, além da prefeitura de Piraquara, Governo do Estado, entre outras organizações não governamentais, sindicatos e coletivos. A colaboração do SINDIEDUTEC foi para a produção de material audiovisual por estudantes e professores do IFPR Campo Largo a respeito da iniciativa.


Mulher pinta rosto de menina para os eventos do Abril Indígena

De acordo com Jacyntho, que é guarani nhandewa, o objetivo da mobilização também é reflorestar o território com árvores nativas e sagradas às etnias originárias e presentes no local, revitalizar as nascentes, mananciais e rios da região, restabelecer o modo de vida indígena e criar um centro de formação de cultura que pretende descolonizar as concepções acerca do ser indígena para focar no protagonismo sobre as pautas das quais são sujeitos.

Romancil Kretã é kaingang, participou dos últimos acampamentos em Brasília e também do levante indígena pela terra, realizado no ano passado. Ele também é um dos líderes da retomada em Piraquara e relatou que o início de tudo foi a realização de um curso de formação, cultura e direitos indígenas na estrutura do IAT, que seria direcionado a lideranças e escolas. “Ficamos dois anos tentando e não avançou. Quando o atual governo entrou conseguimos uma reunião com a equipe da secretaria para mostrar as condições do parque, que estava abandonado, mas também não andou. Aí em 2017 entramos em contato com algumas famílias que já viviam aqui, fizemos todos uma reunião com o prefeito da época e ocupamos o espaço”, explica. De acordo com ele, atualmente está sendo produzido um termo de cooperação técnica entre o IAT e o Instituto Ângelo Kretã, que leva o nome do cacique e pai de Romancil. Na década de 1970, Ângelo foi o primeiro parlamentar nativo eleito no país e liderou o movimento pela retomada das terras indígenas no sul do Brasil.


Romancil Kretã é filho de Ângelo Kretã, piorneiro de retomadas territoriais no sul do Brasil

Apesar de toda a dificuldade, novas lideranças surgem e se organizam em territórios a despeito da cruzada contra o viver indígena promovida pelo governo Bolsonaro. “Hoje nós estamos num momento bem complicado e os únicos que estão realmente na linha de frente de maneira incansável somos nós. Para a gente sempre foi difícil. Hoje não avançamos nenhum milímetro na demarcação. Mas a retomada segue. Aqui é um exemplo. Nós mesmos vamos lutar e demarcar. Hoje o momento é especial porque é o tempo de pensar: será que a gente está lutando só em prol da nossa vida, da nossa terra? Quando a gente fala de desmatamento, de povos que estão na Amazônia defendendo suas terras que são gigantescas, morrendo e passando necessidade, será que eles estão brincando de ser índio, ou estão pensando também no geral do planeta? ”, refletiu Kretã.

Doações

Além do Abril Indígena, é possível fazer doações para o território seguir em retomada. Elas podem ser feitas por meio do PIX: 006.261.079-11 (CPF – Eloy Jacintho).

Mais informações: (41) 99632-2334

Endereço: Rua Isidio Alves Ribeiro, 764 – Bairro Planta Meireles – Piraquara – PR.

Fonte: SINDIEDUTEC-Sindicato

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