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Professores discutem atuação sindical e UFJ no 1° Mais Sindicato

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Professores discutem atuação sindical e UFJ no 1° Mais Sindicato

Professores da Universidade Federal de Jataí (UFJ) participaram nessa quarta-feira (18) da primeira edição do Mais Sindicato, no Campus Jatobá. Na parte da manhã, a programação contemplou atendimento jurídico, atendimento com informações dos planos de saúde e dos demais serviços do sindicato, além de café da manhã entre docentes e os diretores do Adufg-Sindicato. À tarde, os professores se reuniram no auditório da pós-graduação com o presidente do sindicato, Flávio Alves da Silva, e os diretores Ana Christina Kratz, Thyago Carvalho e Luís Contim para conversar sobre a atuação do sindicato na UFJ e a nova universidade.

O diretor para Assuntos Interinstitucionais, Luís Contim, destacou que “nossa prioridade como sindicato é o serviço ao docente, seja ele jurídico, de representação política, na área de planos de saúde e assistência médica, de lazer. E consequentemente também vem a defesa pela universidade pública, de qualidade e gratuita”.

Luís Contim apresentou aos docentes uma proposta de atuação sindical na UFJ, que ainda será amplamente debatida entre os sindicalizados. “Com relação ao nosso estatuto, nossa proposta prévia é alterar a estrutura da nossa diretoria de sindicato. Atualmente temos o cargo de diretor para Assuntos Interinstitucionais, que é o cargo que eu assumi nessa diretoria. A função dessa diretoria é atuar nas antigas regionais da UFG, com as funções de vice-presidente da Adufg na UFJ e vice-presidente na UFCat. Queremos organizar um sindicato a nível local no que precisar, organizar as ações sindicais e a atuação do sindicato na UFJ”, complementou.

O presidente do sindicato, Flávio Alves da Silva, reforçou a disposição do sindicato na luta sindical e na consolidação da Universidade Federal de Jataí. O professor explicou aos docentes como funciona o processo de escolha da universidade tutora, que é escolhida pelo Ministério da Educação, e deu vários exemplos de outras universidades. “Há processos diferentes em várias universidades, e esses processos são bem distintos. Aqui na UFG, por exemplo, o SIGAA é um sistema que veio da UFRN. Em algumas universidades há processos que são mais fáceis, na UFRJ o professor pode pedir várias progressões ao mesmo tempo, já aqui na UFG ele tem que esperar um processo finalizar para solicitar outro”, explicou.

Flávio ressaltou que a comunidade acadêmica deve debater sobre a escolha da universidade tutora, levando em consideração os diversos modelos e o que é melhor para a UFJ: “É uma oportunidade de discutir o que os docentes, técnicos, estudantes querem nessa nova universidade”.

Que UFJ queremos?

A professora Eliana Moraes abriu o debate e compartilhou a preocupação geral dos docentes de como será o processo de tutoria: “Acredito que quando se tem a mesma instituição mãe como tutora o processo é mais fácil, mas o que vem depois vai depender de quem está dentro da instituição”. Já o professor Paulo César argumentou que o processo de consolidação pode ser mais importante do que o tempo de transição da UFJ. “Às vezes eu fico refletindo, cinco anos numa universidade é muito tempo? Talvez não, vamos agir com cautela. Também não estamos dizendo que outra universidade que vier seja a melhor, mas já temos a experiência de UFG”, ressaltou. Mesmo sabendo que a escolha do reitor é do MEC o professor Paulo César destacou que o debate da UFJ “é uma oportunidade da gente mostrar que podemos  ter outras experiências para o crescimento do estado”.

De acordo com o professor Flávio, caso a UFG seja a tutora muitos processos podem ser facilitados e adaptados, já que a nova universidade não precisa seguir à risca o mesmo modelo da instituição tutora. “A UFJ pode adaptar e modificar os processos. Houve uma reunião não oficial sobre o assunto com o reitor da UFG, Edward Madureira, na qual a comunidade acadêmica não foi convidada”.

Os docentes Edésio Reis, Ludmilla Maia e Francismário Santos externaram preocupação com esse processo, pois há muitas conversas de corredor e reuniões não oficiais. Os docentes souberam que na reunião com o reitor em Jataí ele sinalizou positivamente da UFG ser a tutora da UFJ e que em um prazo de 45 dias teria a resposta definitiva sobre o assunto. “O que todos nós temos passado é isso de ouvir conversa de corredor, que muito nos assusta. Claro que são boatos, mas a gente ouve “fulano vai ser pró-reitor”, as informações estão chegando dessa maneira. E esse movimento nosso é importante para gente sair daqui com um encaminhamento para discutir. Senão daqui a 45 dias o processo já aconteceu e não dá para fazer mais nada”, afirmou Ludmilla.

Francismário Santos disse que “fico preocupado como a forma com que está sendo conduzido [o processo]. Chegamos a participar da época do conselho diretor, hoje só participam cinco, seis unidades e nós não sabemos realmente o que acontece. A participação de todos está sendo representada por quem não tem voz. Posso falar que eu ouvi do Edward que ele está trabalhando em Brasília para que se mantenha toda a estrutura que já existe em Jataí e que a UFG seja tutora. Essa é a discussão e a preocupação que temos, sem a comunidade, sem a participação dos alunos, professores e técnicos administrativos”.

Mobilização

Outro ponto levantado pelos docentes foi a necessidade de mobilização para essa discussão da universidade pública, da consolidação da UFJ e da defesa do ensino superior, gratuito e de qualidade. O professor Thyago Marques destacou que é importante que os docentes já tenham em vista as propostas concretas que se quer para a nova universidade.

Luciana Elias ressaltou a necessidade de participação de todos: “Deveríamos antecipar o modelo de discussão que queremos para a UFJ. Eu quero saber como a UFG vai contribuir, mas eu quero protagonizar a mudança. Seja lá quem for não pode fazer sozinho”. Luciana ainda reforçou o papel do sindicato na UFJ: “Nós, enquanto sindicato, precisamos fazer um levante de ajuda ou de resistência quanto aquilo que for feito para determinar o nosso bem-estar aqui dentro da UFJ”.

Nesse sentido, a diretora Ana Christina Kratz complementou afirmando que “se a UFJ quer independência, se quer construir uma universidade com a cara que a gente tem, a comunidade tem que ir e abrir a porta. E isso é muito difícil porque exige mobilização, e nós temos uma enorme dificuldade de mobilização”. A professora enfatizou a participação do Adufg-Sindicato como uma base de apoio para os docentes: “Um dos papéis do sindicato é ajudar a mobilizar, mas ele não faz sozinho. O sindicato somos nós todos, principalmente numa ação como essa. Então nós assumimos o compromisso de mobilizar, mas não de ser a mobilização. A mobilização precisa existir, e aí o sindicato vai usar as pessoas, docentes, conselho de representantes, estudantes da pós, da graduação. Temos na diretoria diretores aposentados que se dispõem a vir. Tem que sair daqui com o compromisso de se criar aqui e agora o clima e ver se se mobiliza. Se é um pensamento do grupo ou um pensamento de todos. E chama que a gente vem”.

Luís Contim afirmou que “falta na universidade espaços como este, de falar e de ouvir. Esse momento que estamos fazendo já é um momento de mobilização. Um dos motivos dessa reunião é discutir isso. Agora o que podemos fazer daqui para frente é uma proposta, como chamar reunião com o reitor Edward, o diretor Alessandro, deputado Daniel vilela e outros para expor o que pensamos, para cobrar esclarecimentos e transparência”. “É essencial a mobilização da comunidade, vamos envolver alunos, centros acadêmicos técnicos”, completou Flávio.

Após discussão dos professores, foi sugerido pelo grupo um debate com toda comunidade acadêmica, comunidade de Jataí e reitoria da UFG com o tema “Que UFJ queremos?”. Esse debate seria um suporte para se construir o futuro da nova universidade. A previsão é que a reunião seja realizada na quarta-feira, dia 25/04, com agenda ainda a ser confirmada pelo reitor da UFG. O ofício convidando o reitor e o diretor da Regional Jataí já foi entregue pelo Adufg-Sindicato. “Precisamos avançar no debate com a comunidade [acadêmica e local] tanto em Jataí quanto em Catalão. As novas universidades devem atender aos anseios de todos e possam ser consolidadas da melhor forma, fortalecendo a Educação e o nosso estado”, conclui o presidente Flávio. A próxima edição do Mais Sindicato será em Goiás e em Catalão.

Fonte: Adufg-Sindicato

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