PROIFES | Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico

Reforma da Previdência

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Sindicatos federados ao PROIFES mobilizam em dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência

Publicado em : 16/03/2017

Nesta quarta-feira, 15, dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência, os sindicatos federados ao PROIFES engrossaram as mobilizações em diferentes estados brasileiros. Milhares de trabalhadoras e trabalhadores, cidadãos e cidadãs, aposentados, professoras e professores, metroviários, e outras categorias realizaram ações, marchas, eventos culturais, e protestos contra a Proposta de Emenda à Constituição 287 de 2016, mais conhecida como Reforma da Previdência, com a qual o governo Temer pretende aniquilar a Previdência Social no Brasil, retirando massivamente direitos de aposentadoria digna para brasileiras e brasileiros.

E dentre os milhares que pararam e se manifestaram, professoras e professores dos sindicatos federados ao PROIFES estiveram presentes, ampliando os atos e a conscientização popular sobre o tamanho do ataque à Previdência que a PEC 287 representa.

Goiás

Mais de 15 mil trabalhadores e trabalhadoras, estudantes e movimentos sociais, se reuniram pela manhã no Coreto da Praça Cívica, da unidade da Celg no Jardim Goiás e de outros pontos da cidade em direção à Praça do Bandeirante. A estimativa de público foi informada pela CUT Goiás. O ato foi organizado pelo Fórum Goiano contra a Reforma da Previdência. Além de Goiânia, mais de 10 mil pessoas protestaram contra a PEC em Anápolis.

A ADUFG-Sindicato e sindicatos de diversas categorias participaram da manifestação: professores e trabalhadores administrativos da educação municipal de Goiânia e região metropolitana, representantes dos professores do estado, dos técnico-administrativos da UFG, dos professores e técnicos do IFG e IF Goiano, dos vigilantes, dos trabalhadores dos Correios, do judiciário, da saúde, da previdência, dos operários da Celg e da Saneago, dos eletricitários da hidrelétrica de Furnas, da rede de hotelaria e turismo, dos fiscais da previdência estadual e outros.

As falas dos líderes sindicais denunciaram a arbitrariedade da Reforma, que condena os trabalhadores a contribuírem praticamente até a morte. Além disso, houve críticas aos políticos e seus benefícios, como o direito à aposentadoria vitalícia. Os manifestantes também cobraram a auditoria da dívida pública, que consome 44% do PIB por ano.

Rio Grande do Norte

Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, os docentes foram chamados pelo ADURN-Sindicato a parar as atividades acadêmicas para realização de um dia de mobilização, conscientização, luta e protestos. “É fundamental que a sociedade conheça o que está em debate, o que pode ser votado no Congresso e o os prejuízos que esta proposta pode ter em suas vidas", ressaltou o presidente do ADURN-Sindicato, Wellington Duarte, ao falar da estratégia de ampliar o número de atividades e debates para levar informações que contradigam o discurso oficial.

As atividades tiveram início logo cedo. Às 8h, foi realizada uma panfletagem na parada do Circular, na lateral do shopping Via Direta. "Distribuímos o material produzido pelo Sindicato para alertar os colegas, os estudantes, os servidores e a população sobre as ameaças da Reforma da Previdência, que coloca em risco toda a estrutura de proteção social construída a partir da Constituição de 1988”, esclareceu a vice-presidente do Sindicato, Gilka Pimentel.

Logo em seguida, às 9h30, o professor Ivo Tonet, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), doutor em Educação pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), debateu a ‘Crise do capitalismo e a Crise da Educação’ com estudantes e professores, no setor I de aulas.

No período da tarde, docentes, estudantes, servidores, lideranças dos movimentos sociais e sindicais e a sociedade civil participaram de uma palestra com o presidente do PROIFES-Federação, Eduardo Rolim. Com auditório da Biblioteca Zilla Mamede, campus central da UFRN, absolutamente lotado, o dirigente expôs como a reforma da Previdência afetará a vida dos trabalhadores, particularmente dos servidores públicos do regime próprio, e apresentou dados que nos impõem afirmar que a Previdência Social não é deficitária.

Após o debate, o Sindicato se somou a diversas entidades sindicais, Centrais e movimentos populares na manifestação de rua em Natal. Mais de cinco mil trabalhadores de diversas categorias participaram do Dia Nacional de Paralisações para influenciar as votações no Congresso contra a proposta de reforma da Previdência Social apresentada por Michel Temer.

Paraná

Em Curitiba, segundo dados divulgados pelas Centrais, mais de 15 mil pessoas caminharam da Praça Santos Andrade até o Centro Cívico, região onde se concentram as sedes dos três poderes na capital paranaense.

A mobilização do SINDIEDUTEC-Sindicato, garantiu não apenas que professores, técnicos e alunos estivessem presentes no ato, mas que também não houvesse aulas no IFPR, Campus Curitiba, sinal claro da insatisfação dos servidores diante de um governo interessado apenas na retirada de direitos.

Em Irati, cidade do Sudeste do Paraná, representantes do SINDIEDUTEC-Sindicato, além dos servidores e alunos do Instituto Federal do Paraná (IFPR) estiveram na passeata que percorreu as principais ruas do município. Entre os atos esteve a abertura das cancelas do pedágio, símbolo de uma restrição arbitrária do direito fundamental de ir e vir, como pode ser vista na foto de destaque.

O campus Londrina participou ativamente da paralisação nacional contra os abusos da PEC 287, da Reforma da Previdência, forçosamente proposta pelo governo Temer e seus parlamentares. Os servidores iniciaram as atividades pela manhã em concentração junto à multidão de manifestantes na Concha Acústica, e depois saíram em passeata pelas ruas do centro da cidade.

Bahia

Em Salvador, o dia começou com um ato em frente ao Shopping da Bahia.

A concentração, a partir das 10h, ocorreu na Praça das Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), seguida de atividades político-culturais,  e a partir das 15h, ato foi unificado no Campo Grande.


 

Com informações ADUFG-Sindicato, ADURN-Sindicato, APUB-Sindicato

Fotos: Divulgação

















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