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Professor lança livro sobre o Plano Nacional de Educação

Publicado em : 10/10/2017

A análise do cumprimento das metas referentes aos três primeiros anos do Plano Nacional de Educação (PNE) é o pilar do livro Plano Nacional de Educação: o epicentro das políticas de estado para a educação brasileira, de autoria do professor Luiz Fernandes Dourado, da Faculdade de Educação (FE).

O lançamento da obra ocorreu nessa segunda-feira (9), no mini-auditório da FE. Representando o Adufg Sindicato esteve presente a professora Veridiana Brianezi de Moura, que atualmente ocupa o cargo de diretora secretária.

O reitor da UFG, professor Orlando Vale do Amaral, reafirmou as dificuldades vividas nos últimos anos pelo ensino superior brasileiro. “Ser gestor público exige uma dose de coragem, mas também uma dose de esperança. Nós sofremos muitos baques ao longo desses quatro anos e o cenário futuro não é alentador. Mas o que nos move, atualmente, é a esperança”, disse.

O professor Edward Madureira Brasil, reitor eleito para a gestão 2018-2021, também participou do lançamento. “O PNE é audacioso e, se implementado, nos traria esperanças de um país melhor. Ele é, de fato, o epicentro de todas as políticas públicas educacionais. E vemos com muita tristeza tudo isso sendo desmontado nos últimos tempos”, afirmou.

Estratégias e metas

Além de análise sobre o cumprimento ou não das vinte metas propostas no PNE, a obra observa as estratégias para a execução. Outra análise do livro são as ações governamentais que incidem sobre as propostas no PNE.

“Nos últimos anos vivenciamos o aumento das matrículas no Ensino Superior Federal com a criação de novas universidades, a interiorização de outras e a criação dos Institutos Federais. Ao mesmo tempo, há um contingenciamento de recursos. Isso afeta diretamente a meta 12, que prevê a duplicação das matrículas até 2024”, afirma o professor.

Luiz ainda explica que o PNE deve ser visto como o epicentro das políticas educativas do Brasil. Mas essas medidas políticas afetam diretamente as propostas do documento. Por isso, outra discussão levantada é sobre como algumas mudanças, como as emendas constitucionais, afetam a centralidade do PNE como epicentro das políticas educativas. “Na meta 20, o PNE prevê a duplicação de recursos para a educação nacional e, com a Emenda Constitucional 95, nós temos vivido exatamente o oposto”, diz.

Fórum e conferências

O professor ainda enfatizou a importância de articulações como o Fórum Nacional Popular de Educação, as conferências estaduais e municipais, além da Conferência Nacional Popular, prevista para abril de 2018. “Todas essas ações têm o mesmo objetivo: defender a educação pública de qualidade e as conferências como espaço de discussão política, plural, entendendo que esses movimentos contribuem com a luta política”, explica.

Luiz Dourado define, por fim, sua obra como uma “análise de um cenário complexo, que vai requerer de nós articulação política em defesa da educação pública, gratuita laica, democrática e de qualidade”.

Fonte: ADUFG-Sindicato

















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