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Paralisação contra Reforma da Previdência e os bloqueios da Educação reúne 15 mil manifestantes em Goiânia

Publicado em : 17/06/2019

Foi realizada nesta sexta-feira, 14, uma grande paralisação nacional de diversas categorias contra a Reforma da Previdência do Governo Federal e os bloqueios na Educação. Além do ADUFG-Sindicato, do Sinti-Ifesgo e do Sintego, participaram diversas centrais sindicais de categorias como trabalhadores da Saneago e da antiga Celg, da saúde e da eletricidade, além, é claro, de estudantes e membros da sociedade civil engajados pela causa comum. 

"O Governo Federal fez a EC 95, a reforma trabalhista, dizendo que iam gerar mais emprego. Estas reformas geraram muito desemprego e agora o governo Bolsonaro vem com o mesmo discurso quanto à Reforma da Previdência", disse o presidente do ADUFG-Sindicato, Flávio Alves da Silva. Quanto aos bloqueios na Educação, ele conta que a luta já deu resultado, com a devolução de R$ 1 bilhão, mas que ainda precisamos lutar pela reversão completa dos bloqueios: "Para as universidades ainda falta R$ 1.4 bi e para os IFs R$ 1.6 bi que não foram devolvidos. Nosso funcionamento permanece comprometido se todos os recursos não forem restaurados".

O movimento desta sexta mobilizou cerca de 15 mil pessoas em Goiânia que marcharam da Praça Cívica até a Praça do Trabalhador, no centro da capital. Entre os manifestantes, muitos professores da UFG levaram suas vozes e seus cartazes.

Um deles foi além: o professor Nilton de Souza, da Escola de Música e Artes Cênicas (Emac), esculpiu em isopor um porco ganancioso, de cartola, dinheiro e charuto: "uma questão que estamos desenvolvendo é a retomada de uma atividade de rua que tenha um impacto visual. Achei importante causar essa performatividade. Representar essa ferocidade que está por trás da Reforma da Previdência que é a sustentação do sistema financeiro", explica.

"Estou aqui para defender a nossa classe e nosso País, porque não podemos aceitar de forma alguma o que este governo está fazendo com a gente. Precisamos unir nossas forças e da contribuição de todo brasileiro que tenha um pouquinho de bom-senso para defender nosso Brasil, esse é o caminho que devemos seguir",  disse o professor Aristides Dutra, da Biologia.

Márcio Mesquita, da Escola de Agronomia, esteve presente com as filhas de colo: "estou aqui pelo direito das minhas filhas de estudarem em uma faculdade pública, direito de ensino de qualidade", defendeu. Tatiane Ferreira, também da Agronomia, completa: "a gente não pode admitir os nossos direitos sendo retirados desse jeito. Temos que defender isso para os nossos filhos. Defender o ensino, a pesquisa e a extensão".

As demandas dos professores foram ecoadas por outras categorias, como o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis. "Essas reformas do governo vem tirando todos os direitos dos trabalhadores. Hoje é o dia de mostrar, aos nossos trabalhadores que temos que lutar para que nossos direitos não sejam retirados" disse seu representante, José Iramar.

Napoleão Batista Ferreira da Costa, do Sintego, declarou que "vamos lutar pelos nossos direitos conquistados e chamar a população para defender os seus direitos, porque defender a Educação é um dever de todo cidadão".

Ademar Rodrigues de Sousa, do Sindsep-GO, falou da impotância da presença de várias categorias no ato: "só a união de toda a classe trabalhadora vai conseguir reverter esse processo. Se não trabalharmos de forma unida, vamos perder novamente. É importante estarmos juntos, do menor trabalhador rural ao professor universitário, mostrando nas ruas seu descontentamento".

"Acredito que este é um momento crucial de luta do nosso povo para conseguirmos pelo menos manter aquilo que a gente já conquistou. Que hoje fique bem claro que não aceitamos nenhum direito a menos" disse Marta Kobayashi, assistente social e ex-aluna da UFG.

Valeska Fernandes, representante do CA de Relações Públicas foi uma das várias lideranças estudantis presentes no ato que vê as ações do governo como extremamente prejudiciais às novas gerações. "A Reforma da Previdência é contra os trabalhadores e contra os cortes na Educação e o governo Bolsonaro que só quer destruir a pasta. Ele não quer que se produza ciência nesse País. É muito importante que todos os estudantes estejam aqui. Estamos lutando pelo nosso futuro".

Fonte: Ascom ADUFG-Sindicato

















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