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Dia da Independência é marcado por protesto contra os ataques à Educação

Publicado em : 08/09/2019

Foi realizada no último sábado, 7 de setembro, uma manifestação em repúdio ao Governo Federal e suas ações contra a Educação e as universidades públicas brasileiras. Enquanto acontecia o desfile do Dia da Independência na Avenida Tocantins, no Centro de Goiânia, mais de mil pessoas vestidas de preto participaram do protesto composto por professores, estudantes, técnicos-administrativos, servidores públicos de outras categorias, movimentos sociais e membros da comunidade em geral.

Em nome do ADUFG-Sindicato, o diretor de Assuntos de Aposentadoria e Pensão, Abraão Garcia Gomes, declarou que “estamos aqui conscientes de que este momento é importante uma vez que esta pátria que deveria ser independente está sendo entregue aos interesses internacionais e nós como formadores de opinião junto com os estudantes, os servidores técnicos e os movimentos sociais, viemos demonstrar nossa indignação”, reforçou.

“Estou na manifestação contra o governo Bolsonaro, contra o corte de bolsas, contra o corte de orçamento das universidades públicas, em especial na UFG”, disse a professora do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), Daniela de Melo e Silva, “precisamos nos manifestar, nos posicionar e vir para as ruas para defender a qualidade das nossas pesquisas e dos nossos estudantes e mostrar o valor e a importância dessas bolsas que foram cortadas e a necessidade de reverter este contingenciamento”.

Mesmo ocorrendo no sábado de feriado, a manifestação atraiu um grande número de docentes da UFG. “Estou aqui para lutar contra esse governo fascista, que está acabando com todos os direitos conquistados com muita luta e a duras penas por parte dos trabalhadores e estudantes ao longo da história brasileira”, disse o professor Elias Nazareno, da Faculdade de História (FH), “é necessária mais do que nunca uma reação por parte de toda a sociedade contra os desmandos e absurdos que vem acontecendo por parte deste governo que está no poder”.

Não só da ativa, mas também aposentados: “estou aqui para protestar contra este desgoverno. Não se sabe para onde vai o País, sinto uma desesperança muito grande. Por isto é momento de juntar as forças e construir uma alternativa que hoje não existe”, disse o professor e ex-presidente do Adufg-Sindicato, Fernando Pereira.

Assim como alunos. “Estamos indo pra rua em repúdio aos ataques contra a Educação e a ciência no Brasil. O CNPq está sendo fortemente atacado, perdemos muitas bolsas de pós-graduação e isso provavelmente vai ocasionar a morte da ciência no País”, disse o doutorando Rhewter Nunes.

Em nome do Diretório Central dos Estudantes (DCE), a coordenadora Letícia Scalabrini, disse que “a nossa luta hoje é em defesa da Educação, patrimônio público que este governo quer destruir. Lutamos contra os retrocessos que estamos vivendo  e que não podemos aceitar”.

Fonte: Ascom ADUFG-Sindicato

















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