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ADUFRGS-Sindical: Aumentar a mobilização para ampliar a pressão e derrotar a Reforma da Previdência

Publicado em : 20/04/2017

A Diretoria da ADUFRGS-Sindical indica aos associados e demais integrantes da categoria dos professores federais de sua base a adesão à Greve Geral de 28/04, por convocação das Centrais Sindicais e por indicação do Conselho Deliberativo do Proifes-Federação.

O momento do País é grave, com uma enorme comoção nacional pelo envolvimento da elite política em corrupção, incluindo 8 ministros de Estado e o próprio Presidente da República, que só não está denunciado por razões formais. Vive-se uma situação de diminuição do financiamento das Universidades e Institutos Federais, que começam a ter cada vez mais dificuldades de pagar suas contas. Os empregos formais e as garantias trabalhistas dos brasileiros estão sendo rasgados, com a aprovação de um projeto de terceirização das atividades-fim que estava engavetado há mais de 20 anos. E, no meio disto tudo, a ameaça de aprovação em maio da PEC 287/2016, que na prática destrói o conceito histórico de Previdência Social como garantia de futuro, abrindo espaço para a privatização completa da Previdência.

Mesmo com o substitutivo apresentado em 19/04 pelo relator da PEC287/2016, deputado Arthur Maia (PPS/BA), que diminui um pouco a perversidade das propostas originalmente enviadas por Michel Temer ao Congresso, ainda se mantém na essência a mesma ideia de que a conta da crise, que não foi criada pelos trabalhadores, seja deles cobrada, com o aumento do tempo de contribuição para os trabalhadores da iniciativa privada em 10 anos, obrigando-os a uma idade mínima de 65 anos para homens, situação que levará a maioria dos brasileiros mais pobres a, na prática, não se aposentarem. Ainda que tenha recuado na idade e tempo de contribuição de mulheres e professores de ensino básico, a diferença entre homens e mulheres foi diminuída, e a redução nas pensões continua a ser grave. Abre-se a porteira da previdência complementar dos servidores, que hoje é fechada (exclusividade da Funpresp) e poderá ser explorada por empresas privadas, o que poderá comprometer o futuro da própria Funpresp. E pior, ainda se criam novos privilégios, como uma idade mínima de 55 anos para policiais federais, 10 anos a menos que o exigido para professores do Magistério Superior, algo totalmente injustificado e despropositado.

As inúmeras medidas que vêm sendo adotadas pelo governo federal reduzem investimentos nas áreas sociais como saúde e educação. Associadas às reformas propostas da Previdência e trabalhista, aumentam o clima de intranquilidade na população, gerando crescente insatisfação da sociedade. Por tudo isso, devemos aumentar a pressão nas ruas para derrotar as reformas da Previdência e trabalhista, para que se continue a ter a garantia de direitos mínimos para os trabalhadores brasileiros. O governo tem dado mostras de fragilidade no Congresso, e a hora é de ampliar a mobilização para que a Reforma da Previdência não tenha os 308 votos no plenário da Câmara e seja arquivada.

Por isso, indicamos aos professores da base da ADUFRGS-Sindical que votem SIM à adesão à Greve Geral de 28/04, na consulta eletrônica que vai de 20 a 25/04 no portal da entidade e, mais importante ainda, que se somem aos atos que serão promovidos no dia 28/04. Vamos encher as ruas e parar o Brasil, para dizer não à Reforma da Previdência e à retirada dos direitos trabalhistas do povo brasileiro.

Porto Alegre, 20 de abril de 2017.

Diretoria da ADUFRGS-Sindical

Fonte: ADUFRGS-Sindical

















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