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ADUFG: Greve geral promete parar o País no dia 14 de junho

Publicado em : 07/06/2019

A greve geral marcada para 14 de junho promete parar o País contra os retrocessos sinalizados pelo governo Bolsonaro. A convocação nacional das centrais sindicais tem a reforma da Previdência como alvo e ganhou fôlego ainda maior com o sucesso dos protestos em defesa da Educação realizados em 15 e 30 de maio.

A bandeira da Educação mobilizou a todos, declarou o presidente do ADUFG-Sindicato, Flávio Alves da Silva. “Vivemos um momento complicado. Pela primeira vez nos deparamos com um ministro da Educação que defende os cortes na pasta. Mas nós estamos dando o recado nas ruas de que não vamos aceitar esse contingenciamento. Tenho certeza que o dia 14 de junho vai ser ainda maior. Vamos lutar contra a reforma da Previdência e o desmonte das políticas sociais. Conclamo todos para irmos às ruas”, reforçou.  

A Diretoria do ADUFG é a favor da adesão dos docentes federais à greve. Pelo estatuto do Sindicato, a decisão passa por consulta eletrônica, aberta no site institucional (adufg.org.br) desde às 8h30 do dia 3 de junho até às 18 horas desta segunda-feira, 10. Para validar o resultado, pelo menos 20% dos filiados ativos devem votar. Professores não filiados previamente cadastrados no ADUFG também podem ajudar a decidir.

“A consulta, mais do que do que um instrumento estatutário, é uma ferramenta que amplia a possibilidade de participação dos nossos associados. Esta consulta, em especial, é de importância histórica, por isso, convido todos os colegas a participarem desta decisão. É o momento de mostrar a nossa força”, destacou Flávio.

Em defesa da Educação

Especialistas e gestores já alertaram para a inviabilização das universidades e institutos federais, caso os cortes de 30% anunciados pelo governo sejam mantidos. A questão é que a perseguição ideológica a professores e à Educação esconde, também, a verdadeira intenção deste governo: abrir ainda mais o setor para o mercado financeiro, que só pensa no lucro e não na qualidade do ensino e das condições de trabalho dos profissionais deste setor. O mesmo modus operandi se aplica à Seguridade Social. 

Reforma da Previdência

A proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro praticamente repassa o orçamento da Seguridade Social para o mercado privado. A Proposta de Emenda Constitucional 6/2019 pretende retirar a Previdência da Constituição e abrir caminho para a criação de um sistema de capitalização similar ao praticado no Chile, em que os trabalhadores serão obrigados a fazer uma espécie de poupança. Com isso, acaba o sistema solidário de Previdência e cada um deverá se responsabilizar pela própria aposentadoria, sem contrapartida do governo ou da iniciativa privada. 

A criação de um sistema de capitalização individual é o principal motivo pelo qual o governo federal enviou a proposta ao Congresso. Esse tipo de sistema é entregue a bancos e a fundos de pensão internacionais. O modelo adotado no Chile levou milhões de pessoas à miséria e ao suicídio.  

Fonte: Ascom ADUFG-Sindicato





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