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Solidariedade à Gabrielli e defesa da Democracia foram mote de ato na reitoria

Publicado em : 23/01/2020

A defesa da Democracia, dos direitos e da soberania nacional representam o significado do ato em solidariedade ao professor José Sérgio Gabrielli realizado na noite de ontem, 22 de janeiro, na reitoria da Universidade Federal da Bahia. Promovida pela Apub Sindicato e Sindipetro-BA, a manifestação contou com apoio de mais de 70 entidades – entre movimentos, sindicatos e organizações sociais – e a presença de docentes, estudantes e parlamentares. Na abertura do ato, e também no fechamento, houve apresentação do Ilê Aiyê.

Apesar das fortes chuvas em Salvador, o salão nobre estava cheio. A presidenta da Apub, Raquel Nery ressaltou, em fala inicial, o esforço da militância que entende que Gabrielli, a Democracia, a Universidade e a Educação demandam defesa e resistência. “Este encontro tem uma potência simbólica que precisa ser explorada e a resposta que precisamos dar ao que está acontecendo no país precisa ser igualmente potente”.

Na mesma linha, Jairo Batista, coordenador do Sindipetro-BA, apontou que a decisão da Controladoria-Geral da União – em dezembro do ano passado, o órgão cassou a aposentadoria do professor Gabrielli, fruto de 36 anos de trabalho na UFBA, como medida disciplinar relativa a supostas infrações cometidas durante a sua gestão como presidente da Petrobrás entre 2005 e 2012 – atinge todas as trabalhadoras e trabalhadores. “Ele, ao longo de mais de 30 anos como professor e mais alguns sendo presidente da Petrobras, assumiu a tarefa de fomentar o desenvolvimento econômico e social do nosso país. Isso que está sendo atacado”, afirmou.

A mesa de abertura contou também com Flávio Alves, diretor do PROIFES-Federação, que reafirmou o caráter persecutório da cassação e das demais ações que envolvem a criminalização de lideranças políticas progressistas. “A esquerda brasileira está sendo cassada desde o golpe contra a presidenta Dilma e um instrumento que a direita e parte do judiciário estão usando é o chamado lawfare, que é o uso da justiça para caçar o inimigo. Praticaram contra Lula, contra vários companheiros de esquerda e também contra Sérgio Gabrielli”.

Além desses, militantes históricos, amigos e colegas falaram em tom de denúncia sobre a arbitrariedade do governo federal com a cassação, mas também em homenagem ao professor por sua militância desde o movimento estudantil contra a ditadura militar, sua atuação como docente e como presidente da Petrobras.

O vice-reitor da UFBA, Paulo Miguez definiu a cassação como um “ataque a um grande democrata e à educação brasileira”, reiterando a nota divulgada pela Universidade na ocasião da decisão da CGU. O também professor aposentado da instituição, Emiliano José, ressaltou que o ato é em solidariedade à classe trabalhadora brasileira e aos povos de todo mundo. “Estamos aqui hoje contra esta voragem neoliberal que assalta o mundo, contra o autoritarismo, contra a subtração de direitos que nos faz recuar décadas”. Ainda, o professor e colega da Faculdade de Economia, André Ghirardi, destacou o trabalho de Gabrielli na condução da estatal e suas decisões estratégicas.

Deyvid Bacelar da Federação Única dos Petroleiros também ressaltou a excepcionalidade da gestão do professor na Petrobras. “Muito mais do que tornar a Petrobras a 3º maior empresa de energia do mundo, ele aproximou a estatal do povo brasileiro através de projetos culturais, sociais, ambientais, educacionais, e concursos que colocou milhares de trabalhadores na empresa”. Além disso, ressaltou como ele ajudou a reindustrializar o Brasil, tornando a empresa grande propulsora da economia e da engenharia nacional, da pesquisa e inovação.

Guilherme Estrella, ex-diretor de Exploração e Produção da Petrobras (2003-2012) e geólogo responsável pela descoberta do pré-sal, lembrou que a soberania energética brasileira foi sempre o sonho do movimento em defesa da Petrobras, o que foi possível realizar na gestão de Gabrielli. “Essa decisão provinda de um governo que se demonstra ilegítimo faz parte do projeto de destruição do patrimônio brasileiro.”

Já o ex-governador da Bahia e atualmente senador, Jacques Wagner, definiu os ataques a José Sérgio como a necessidade de destruir tudo que representa símbolo de luta e esperança da esquerda e setores progressistas. E o político Haroldo Lima questionou “quem são eles para perseguir o Gabrielli”, ao apontar o obscurantismo do governo e seu envolvimento com corrupção e as milícias.

Por fim, Sérgio Gabrielli iniciou sua fala estendendo a solidariedade ao jornalista Glenn Greenwald do The Intercept, demonstrando ser uma continuidade dos ataques não apenas à oposição do governo, mas também à liberdade de imprensa.  “Esta luta nos forjou para dizer que nós como indivíduos podemos ter uma certa importância, mas só teremos importância real se representarmos uma aspiração, um movimento organizado da maioria do nosso povo. Por mais que me sinta honrado e valorizado por essa brilhante e forte manifestação de solidariedade, o que está acontecendo aqui é um protesto em defesa da democracia, dos direitos, da universidade pública, em defesa da soberania, da luta popular e contra este governo antipopular”, declarou.

Ao final, foi lido e aprovado o Manifesto em apoio a Gabrielli, assinado pelas entidades.

Fonte: Ascom APUB-Sindicato



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