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SINDIEDUTEC: Edital da PROEPPI aprova 26 projetos de extensão para enfrentamento à COVID19

Publicado em : 16/04/2020

 

Desde o dia 12 de março, o IFPR aprovou a liberação de recursos a 26 projetos de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. Os projetos são variados e vão desde produção de álcool 70% para distribuição às comunidades, até o desenvolvimento de um respirador de baixo custo. O edital faz parte da chamada interna de apoio a projetos de extensão, pesquisa e inovação para enfrentamento à covid-19, da Pró-reitoria de Extensão, Pesquisa, Pós-graduação e Inovação (PROEPPI).

Em Colombo, o professor Marcos Lavarda coordenou um projeto de produção de máscaras de acetato que foi aprovado no edital. Docente de robótica e informática no curso técnico em informática e tecnologia em análise e desenvolvimento de sistemas, Marcos coloca que o foco dos projetos é atender à rede pública de saúde do município de Colombo. “Essas iniciativas pretendem aproveitar os recursos financeiros e de maquinário disponíveis no IFPR, seguindo orientações da Anvisa”, declara o professor.

O Professor Marcos Lavarda coordenou o projeto de produção de máscaras de acetato no IFPR Colombo

A iniciativa veio em boa hora. No início do mês de abril, veio à tona mais uma crise do governo. Os EPIs (Equipamentos de proteção individual), indispensáveis para o atendimento aos doentes de covid-19 estavam em falta. O Ministério da Saúde não conseguiu negociar com a China – maior produtor industrial do mundo e com excedentes pós-epidemia – a compra dos produtos. Os EUA haviam mandado mais de 20 aviões cargueiros e comprado toda a produção na época. Soma-se a isto o investimento congelado por 20 anos em saúde pública. Atualmente, a última negociação de EPIs de que se tem notícia é do dia 9/4, onde seriam gastos, segundo dados do ministério, R$ 240 milhões. Até a certeza total do investimento e até que os equipamentos estejam em solo brasileiro, foi preciso que medidas fossem tomadas.

Em Ivaiporã, o IFPR está produzindo álcool 70% para distribuição gratuita.Através de articulação com diversas lideranças, pessoas e instituições da cidade,o campus recebeu doação de álcool 96,5% e aproveitoua estrutura disponível para produzir o desinfetante e hoje distribui para a rede pública de saúde, que enfrenta escassez do produto.“A intenção futura é também conseguir atender a rede privada e municípios vizinhos, os quais já demonstraram interesse na ação. Estamos buscando parcerias para isso”, comenta Mateus Falleiros, professor do IFPR. A primeira produção rendeu 50 litros e já no começo do mês foi distribuída na cidade.

Equipe coordenada pelo professor Mateus Falleiros, em Ivaiporã, produziu álcool 70% para distribuição gratuita

Em Jacarezinho também existe distribuição de álcool. O Professor Pedro Renato Anizelli, docente de Química no campus, coordenou um projeto de produção de álcool em gel e sabonetes para distribuir nos centros de saúde da cidade, além de doar para pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica. “Essas pessoas necessitam da atuação do poder público, por que não tem quem olhe por elas, a não ser o poder público, então a gente vai atendê-las também. Além dessa entrega, vamos fazer também atividades educativas em particular para evitar aglomerações. É importante indicar como se comportar nesse momento.”, declara.

Segundo dados do Instituto Trata Brasil, 35 milhões de brasileiros não têm acesso à rede de água potável. Quando se trata de saneamento básico, o número quase triplica: 95 milhões de pessoas não contam com coleta de esgoto. A desigualdade social se manifesta historicamente neste setor e, com a crise sanitária do novo coronavírus, se torna ainda mais aguda. Comunidades da cidade do Rio de Janeiro e região metropolitana, por exemplo, enfrentam falta de água desde antes do carnaval, por conta da presença da geosmina, substância que deixa a água turva, com cheiro e gosto de terra, e que a Cedae, companhia de saneamento do Estado, não deu conta de tratar. Favelas na capital de São Paulo também enfrentam escassez de água, mesmo que por motivos diferentes. Sem água limpa, como manter as mãos limpas?

Para o professor Pedro, os impactos da pandemia poderiam ser menores se houvessem condições de igualdade reais entre as pessoas. “Hoje a gente precisa mais do que nunca do poder público. O Investimento em saúde e educação públicas é de extrema importância, pois a gente vive num país onde a distribuição de renda é muito ruim e muita gente não tem a mínima condição de pagar um plano de saúde ou escola particular.”, destaca.

As periferias lidam ainda com o problema da alta densidade demográfica, o que dificulta procedimentos de distanciamento e isolamento de casos suspeitos dentro de casa, por exemplo. Em entrevista ao Nexo Jornal, a coordenadora da ONG Redes da Maré que atua no complexo de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, Eliana Sousa e Silva ressaltou a importância da abordagem do assunto de prevenção à covid-19 com essas populações que têm seus direitos básicos negados. “Há, dentro das periferias e favelas, determinadas populações que precisam de um outro tipo de abordagem para acessar informações sobre como lidar de maneira qualificada sobre o coronavírus”, declarou.

De acordo com o professor Pedro, sem investimento público de bolsas ou incentivo a professores, não se faz ciência. “Estamos hoje dependendo de tecnologia de fora para resolver nossos problemas por falta de investimento em educação e saúde públicas. Isto é essencial para que a gente atinja um patamar de desenvolvimento de pesquisa comparável ao patamar de países desenvolvidos”, completa.

Fonte: Ascom SINDIEDUTEC-Sindicato










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