PROIFES | Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico

Comunicação

Notícias Proifes

SINDIEDUTEC: Com 85% de mulheres na profissão, enfermagem tem pouco a comemorar

Publicado em : 14/05/2020

Do dia 12 ao dia 20 de maio é comemorada a semana da enfermagem. As datas são referências ao nascimento de Florence Nightingale – que em 2020 completa 200 anos – e ao aniversário de morte de Ana Nery, matronas da profissão internacional e nacionalmente. Entretanto, a categoria não tem muito o que comemorar.

Com a proposta de definição de carga horária para 30 horas semanais aguardando apreciação na câmara federal há 20 anos, a categoria também não tem piso salarial garantido por lei. Já pouco valorizada e bastante sucateada, a profissão enfrenta um enorme desafio na linha de frente no combate ao novo coronavírus: proteger os profissionais da área durante a pandemia.

A dificuldade que os profissionais têm de adquirir EPIs, decorrente da crise do governo federal em comprar os equipamentos, vem se evidenciando desde antes de Mandetta desistir de trabalhar com Bolsonaro. De acordo com a última atualização do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), há cerca de 3,6 mil denúncias de fata de EPIs e de condições inadequadas de trabalho neste período de pandemia.

No entardecer da última terça-feira (12), enfermeiras, técnicos e auxiliares de enfermagem realizaram ato em Brasília para chamar a atenção da precariedade histórica da profissão, evidenciada e piorada pela atual crise sanitária. O ato também homenageou integrantes da categoria que faleceram de covid-19. Na última semana, o Brasil se tornou o país que mais matou profissionais de saúde durante a pandemia, ultrapassando países como Espanha e Itália.

Ato em Brasília na última terça (12). Foto: SINDIENFERMEIRO - DF

Derdried Athanasio Johann é efermeira do espaço saúde no IFPR, campus Curitiba, e integra a comissão de prevenção e acompanhamento à covid-19 da instituição. Ela é doutora em enfermagem pela UFPR e destaca a falta de atenção ao ofício de enfermagem no Brasil. “O fato do Brasil ter ultrapassado o número de profissionais acometidos pela covid-19 só demonstra o quanto somos desvalorizados enquanto trabalhadores, pois exercemos nossa profissão com o mínimo de equipamentos de proteção, precariedade dos serviços, materiais e insumos, mas pelo bem das pessoas estamos lá!”, coloca a enfermeira.

De acordo com ela, a falta de EPIs é uma constante na profissão e, durante a pandemia, se torna um problema ainda mais sério quando se leva em conta que outras doenças não deixam de existir e o atendimento a elas também precisa acontecer. “Os enfermeiros estão na linha de frente do combate à covid-19, mas às vezes até o básico falta para a terapêutica adequada. Portanto, o distanciamento se faz necessário, à medida que outras comorbidades, acidentes e doenças não deixam de acontecer. Com o acréscimo dos atendimentos pelo covid-19, o sistema esgotará as possibilidades de tratamento e as pessoas que adoecerem não terão um atendimento digno ou adequado.”, relata. Ainda conforme Derdried Johann, o isolamento social se faz essencial, tanto para achatar a curva de contágio quanto para ajudar no trabalho dos profissionais de saúde.

Dados divulgados pelo site Bem Paraná em 27 de abril, dão conta de que há 1.218 leitos de UTI pelo SUS exclusivos para pacientes que contraíram o novo coronavírus e que 83% destes estariam ocupados. No entanto, até o dia 11 de abril a Secretaria de Saúde do Estado ainda não havia divulgado a taxa de ocupação desses leitos, que somariam ao final 419. Nesta semana, a SESA divulgou oficialmente que há 586 leitos de UTI, com 35% de ocupação.

A confusão dos números reforça a necessidade do isolamento para a prevenção da nova doença. Prevenção que se estende aos profissionais de saúde também. Quando há baixas na área ou quando profissionais são afastados das atividades para se tratarem, o atendimento nos hospitais é afetado e quem sobrou na linha de frente é sobrecarregado. Segundo informações do COFEN, muitos profissionais usam fraldas por que, diante da correria das emergências que atendem casos da pandemia, não há tempo nem para ir ao banheiro. “O distanciamento social é essencial para evitar o colapso dos sistemas de saúde, que em nosso país, já são precários e com muitos déficits. A falta de profissionais especializados, acrescido da ausência de materiais e insumos, bem como da precariedade do trabalho dificultam o combate à doença, parcialmente de tratamento desconhecido e ineficácia dos tratamentos apresentados até agora”, explica Dedried.

Fonte: Ascom SINDIEDUTEC-Sindicato














ADUFG estreia nova temporada do programa Jurídico Responde

ADUFG estreia nova temporada do programa Jurídico Responde

 25/05/2020

O Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato) disponibilizou nesta segunda-feira (25/05), o primeiro programa da nova temporada do Jurídico Responde. No vídeo, publicado no canal da entidade no YouTube, o assessor jurídico Elias [...]



ADUFG é uma das 100 entidades contrárias ao PL 2.633/2020

ADUFG é uma das 100 entidades contrárias ao PL 2.633/2020

 25/05/2020

O Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato) é uma das 100 entidades nacionais e regionais de diversos estados do Brasil que assinaram documento no qual denunciam que o Projeto de Lei 2.633/20, em tramitação no Congresso Nacional [...]


GO!Sites