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SINDIEDUTEC: Assembleia decide por greve geral no dia 18/03

Publicado em : 12/03/2020

No sábado que passou (7), a assembleia geral extraordinária convocada deliberou favoravelmente à realização da greve geral pela educação, atendendo ao chamado de diversas centrais sindicais numa forma de combater e fazer frente aos sucessivos desmontes dos direitos sociais públicos no Brasil, desde a educação à previdência, passando também pela ameaça ao serviço público.

Na sede do SINDIEDUTEC, se reuniram cerca de 20 servidores, além dos membros da diretoria que estavam presentes. Lucas Perucci, diretor de organização sindical, defendeu a paralisação principalmente porque, segundo ele, se não houver nenhum tipo de mobilização das categorias atingidas pela reforma administrativa, a redução compulsória de carga horária vai acontecer.

Alexandro Mirkovski, diretor de assuntos da carreira técnico-administrativa, colocou que o diálogo não é uma característica desta gestão. De acordo com ele, a FASUBRA agendou com o ministro da Educação uma reunião para a discussão de 18 itens ligados à carreira pública no setor educacional. Weintraub aceitou se reunir, porém, só concordou em discutir três itens.

Nicolly Hartman, diretora jurídica e de relações de trabalho, externou a preocupação com a implantação gradual e compulsória do Future-se através da imagem de um servidor da educação vagabundo, promovida insistentemente pelo governo Bolsonaro. Para ela, a mobilização é parte importante do processo de diálogo com a população, que precisa entender e ajudar a barrar todos estes desmontes.

Reinaldo Donizete de Oliveira, diretor de políticas sociais, culturais e esportivas também ressaltou a importância de atingir a comunidade via sala de aula e reforçou que paralisar não é ficar em casa. Para ele, é preciso mobilizar nas ruas e fazer fermento para as manifestações do dia 18.

A presidenta Rosangela Oliveira reforçou a importância de paralisar e mobilizar os alunos e alunas, além de incentivar a participação política no âmbito municipal, para evitar que os retrocessos avancem sobre as cidades e a população pereça ainda mais. “Sou freireana, acredito que educar é um ato político. Não podemos ficar parados”, declarou.

A assembleia contou também com a participação e explanação de Luciano D’Agostini, servidor do campus Curitiba e macroeconomista. Em sua fala, D’Agostini explicou qual caminho de desmonte está em curso, que se segue desde a PEC emergencial, ou PEC do fim do mundo. “A proposta é, basicamente, extinguir a dívida pública com recursos básicos públicos, por isso o investimento foi congelado por dois anos. É algo que afeta diretamente nossos serviços, que vão ficando com a qualidade cada vez mais baixa.”, explicou. Para ele a qualidade tende sempre a piorar, já que a taxa de crescimento da população brasileira é de 2 milhões de pessoas ao ano. Em caso de crise financeira, a PEC do pacto federativo, ainda tramitando no Congresso, prevê a implantação permanente da PEC do fim do mundo. Ou seja, o congelamento dos recursos para serviços públicos básicos se tornará algo permanente.

Além disso, ficou evidente a todos que a organização mais contundente dos campus deve ser articulada e mantida via Núcleos Sindicais de Base. Igor Dias, servidor lotado em Campo Largo, comentou sobre a importância da existência organizada do sindicato para o enfrentamento aos desmontes e ataques, cada vez mais preocupantes. “É preciso que se incentive a criação e organização dos NSB. Se depender da espontaneidade, eles não vão nascer, devido ao grande volume de loucura do governo. Existe uma dificuldade de mobilização, mas vale a pena porque no interior do estado, os IFs várias vezes viram expoentes de concentração”, completou.

Fonte: Ascom SINDIEDUTEC-Sindicato









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