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Sindicato quer ampliar consulta sobre o Future-se a toda categoria docente da UFRN

Publicado em : 09/09/2019

Sua opinião pode decidir o futuro da UFRN. Com esta assertiva, o ADURN-Sindicato abrirá consulta aos professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte sobre a proposta do Programa Future-se apresentada em julho pelo Ministério da Educação.

“Ainda que o programa já tenha sido rejeitado pela unanimidade dos colegas presentes à Assembleia realizada pelo Sindicato no dia 27, queremos ampliar a consulta a toda categoria, ou seja, para além dos sindicalizados”, argumenta o presidente do Sindicato, Wellington Duarte.

A consulta acontecerá eletronicamente, por meio do site do Sindicato – www.adurn.org.br, com início às 8h do próximo dia 11 de setembro, se estendendo até às 18h da sexta, 13.

Para a diretoria do Sindicato, concluída a realização de debates nos Centros, por meio de suas unidades acadêmicas e dos seus conselhos, compostos por representantes dos três segmentos acadêmicos – discentes, técnicos e docentes, os professores poderão dizer se são contra ou a favor da adesão da UFRN ao Future-se.

As discussões realizadas nos Centros de Ensino da UFRN já apontaram a preocupação com uma desresponsabilização do Estado com a educação pública e o favorecimento da financeirização da educação, que entende a educação como mercadoria e prevê o enriquecimento de conglomerados financeiros ligados ao capital privado.

“As universidades hoje funcionam com a sua capacidade crítica. Não temos como defender a ideia de enfraquece-las a partir de um modelo de gestão que incorpora elementos privatistas e provoca o fim da autonomia universitária e da capacidade de democratizar o Ensino Superior com qualidade”, pontuou Duarte.

Elaborada sem consulta às instituições federais de ensino superior, o programa foi apresentado num contexto em que as universidades federais se encontram ameaçadas pelo estrangulamento financeiro, com corte de 30% dos recursos. “Antes de debater novas formas de arrecadação, as universidades precisam enfrentar a limitação posta pela Emenda Constitucional 95, e os cortes no orçamento que já refletem prejuízos no seu cotidiano, para a pesquisa e resultaram na suspensão de editais e corte de bolsas”, defende Duarte.

Fonte: Ascom ADURN-Sindicato

















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