PROIFES | Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico

Comunicação

Notícias Proifes

PROIFES e milhares nas ruas em defesa da Educação e contra cortes nas IFES

Publicado em : 16/05/2019

O 15 de maio de 2019 ficará marcado na história brasileira como a primeira manifestação após a eleição de Jair Bolsonaro à presidência a reunir milhares de pessoas em centenas de cidades brasileiras, para protestar contra os cortes orçamentários nas Instituições Federais de Ensino (IFES), e os sindicatos federados ao PROIFES estiveram presentes, se somando à comunidade acadêmica, docentes, alunos e alunas, pesquisadores e movimentos sociais. 

As mobilizações, atos e manifestações se revelaram um verdadeiro tsunami da educação, ocupando as principais ruas, praças, universidades e institutos federais nas capitais e interiores de todas as regiões do país. "A educação mostrou neste 15 de maio para o governo Bolsonaro que a universidade não morrerá calada. E isso pode ajudar a sociedade brasileira a sair da letargia, para reagir aos ataques sistemáticos aos direitos dos trabalhadores, e construir a greve geral do dia 14 de junho", afirmou o presidente do PROIFES-Federação, Nilton Brandão.Confira abaixo a participação dos diferentes sindicatos federados ao PROIFES em todo o Brasil.

Rio Grande do Norte

Em dia histórico, mais de 80 mil protagonizam Greve Nacional da Educação no maior ato de rua da capital potiguar desde a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) e fizeram ecoar a disposição em barrar a agenda de desmonte das políticas educacionais. Movimentação de dimensão nunca vista tomou as ruas de Natal numa demonstração de apoio da população e unidade do sindicalismo e dos movimentos sociais, Frente Brasil Popular e Frente Povo sem Medo, junto a setores significativos da Educação e outros segmentos.

Ao longo do percurso, que seguiu do cruzamento das avenidas Bernardo Vieira e Salgado Filho em caminhada pela Salgado Filho e BR 101 em direção à Praça da árvore, no bairro de Mirassol, palavras de ordem, faixas, cartazes e artes reforçaram a necessidade de enfrentamento aos cortes orçamentários na área da educação, os ataques à autonomia universitária, além dos riscos de se desconstitucionalizar direitos, acabar com o sistema público e entregar a previdência para o mercado que o governo Bolsonaro quer impor aos brasileiros.

Com a marca da diversificada expressão crítica do povo brasileiro, a manifestação de rua em Natal aconteceu depois de um dia de paralisações, marchas, aulas públicas e atos político-culturais em todo o Estado do Rio Grande do Norte.

Avaliações

Presente ao ato, o presidente do ADURN-Sindicato, Wellington Duarte, fez uma avaliação positiva e afirmou que a movimentação deve pressionar o governo e o Congresso no debate sobre Educação e reforma. "O povo brasileiro, com muita disposição e firmeza, deu um duro recado aos parlamentares", disse.

Na avaliação dos docentes e estudantes das Instituições Federais presentes às atividades, a participação recorde da educação no ato deste dia 15 evidenciam que os efeitos dos cortes no orçamento das IFES e de uma nova Previdência são clara e diretamente compreendidas pela população.

O professor do curso de Jornalismo da UFRN, Ruy Rocha, chamou a manifestação de “levante popular das massas contra aqueles que querem, na base da força, nos empurrar um conjunto de ações e reformas que deixarão milhões de brasileiros sem educação e sem aposentadoria

Ao longo da gigante onda humana que cobriu a cidade de Natal, a cena mais comum foi composta de acenos e manifestações de apoio por um número grande de pessoas que acompanharam a caminhada de seus locais de trabalho, apartamentos e automóveis.

Ato Político-Cultural na UFRN

O Dia Nacional de Greve da Educação, marcado para esta quarta-feira (15) em todo o Brasil, começou com a realização de várias atividades durante a manhã na Universidade Federal do Rio grande do Norte.

A paralisação na instituição teve ampla adesão da categoria docente e foi marcada por um ato político-cultural, promovido pelo ADURN-Sindicato, que fez circular mais de mil pessoas no estacionamento do Centro de Convivência da UFRN.

Ao som da talentosa artista potiguar, a cantora Dani Cruz, professores, servidores, estudantes e sociedade civil organizada acompanharam o ato, que contou com intervenções políticas.

Dentro da programação, a vice-presidente do Sindicato, Gilka Pimentel, ressaltou a importância da participação da comunidade acadêmica e sociedade civil organizada numa demonstração inequívoca da contrariedade aos ataques à Educação Pública e à reforma da Previdência. 

Aula Pública no NEI

Mais cedo, os professores do NEI realizaram uma aula pública com pais dos alunos para explicar os motivos da paralisação das atividades neste 15 de maio e os efeitos devastadores dos cortes sobre a rede federal de ensino, que pode ser inviabilizada.

Seridó

Em Caicó, entidades e movimentos realizaram pela manhã um Ato Político-Cultural. Os manifestantes se concentraram logo cedo, a partir às 7h30, na Praça de Alimentação e seguiram em caminhada pelo centro com panfletagem. Um ato político encerrou as atividades no cruzamento das avenidas Seridó e Coronel Martiniano.

Em Curais Novos, começaram bem cedo. Às 7h30min, os manifestantes já se concentravam na Praça da Rodoviária e seguiram em caminhada pelas ruas do Centro da cidade.

Santa Cruz

No município de Santa Cruz, as atividades tiveram início às 8h, com apresentações de projetos e atividades desenvolvidas pela UFRN/FACISA, na praça Coronel Ezequiel Mergelino. Às 10h, uma aula pública com o tema "Retirada de Direitos e desmonte das Políticas Públicas", dialogou com a população local. À tarde, uma mesa redonda fez o debate sobre "Os impactos dos cortes na educação básica e superior", no IFRN. Às 16h, os manifestantes começaram a se concentrar em frente ao IFRN, campus Santa Cruz, e seguiram em caminhada até a FACISA, onde realizaram um abraço à Instituição.

Rio Grande do Sul

Mais de 40 mil pessoas pararam Porto Alegre durante as mobilizações em defesa da Educação e contra a Reforma da Previdência, em um grande ato unificado como há tempos não se via com caminhada pelas ruas da cidade e encerramento na Esquina Democrática.

Desde a manhã, professores, alunos e trabalhadores da educação e de diversas categorias participaram de dezenas de atividades que aconteceram em escolas, universidades e institutos federais em Porto Alegre e no interior do estado. Houve aula pública no IFRS e na UFSCA, mobilização no campus litoral norte da UFRGS, e em unidades dos IFRS e IFSul no interior. A manifestação nacional foi o maior protesto contra o governo federal desde a eleição de Jair Bolsonaro, em uma demonstração de unidade em defesa da educação.

Os cortes orçamentários anunciados pelo Ministério da Educação (MEC) foram o foco dos discursos das entidades presentes nos atos da tarde, que começaram na Faculdade de Educação (Faced/UFRGS) com um enorme abraço à instituição. O diretor de relações sindicais da ADUFRGS, Eduardo Rolim, falou pelo sindicato representante dos docentes da UFRGS. Rolim destacou a importância de manter a unidade até a greve nacional convocada para o próximo dia 14 de junho. "Esse dia nacional de luta se insere numa grande campanha até a greve nacional que vai parar o país e impedir o desmonte da educação pública, a reforma da Previdência e o desmonte do Estado brasileiro. A pauta desse governo é entregar o Brasil para o mercado especulativo. Não vamos entregar a educação pública", disse. 

Da Faced, a manifestação seguiu para a frente do Instituto de Educação que também recebeu um simbólico abraço da multidão que caminhava ao som de tambores e gritos de "não vai ter corte, vai ter luta". O presidente da ADUFRGS, Paulo Machado Mors, falou pelos docentes da base do sindicato no caminhão de som que acompanhava a caminhada. "A nossa luta é pela educação, é pela saúde, é pela dignidade do povo brasileiro. A nossa luta é, principalmente, contra a Emenda Constitucional 95, que está tirando o oxigênio da nossa economia em detrimento dos mais pobres. Nossa luta é pela construção da greve de 14 de junho que vai parar esse país, em defesa de uma nação soberana". 

Até a Esquina Democrática, a manifestação passou pelo túnel da Conceição, pelo IFRS campus POA e ainda parou em frente ao INSS como um recado contra a Reforma da Previdência.   

O vice-presidente da ADUFRGS, Lúcio Vieira, vibrou com a força da manifestação. "Hoje é um grande dia de luta em defesa da educação. Essa é uma resposta ao governo que resolveu virar as costas para a educação pública, para os institutos federais, para as universidades. Essa é a resposta do povo brasileiro", disse.

No ato na Esquina Democrática, em uma votação simbólica, a multidão aprovou a greve geral para o dia 14 de junho. 

Ceará

Professores, estudantes e servidores da educação básica e superior, pública e privada, estiveram em um Grande Ato em Defesa da Educação Pública  contra os cortes nos repasses das verbas obrigatórias para as Universidades Públicas e Institutos Federais, aprovados pelo Ministério da Educação.

Protestos aconteceram em todo País. Em fortaleza o público tomou conta da Praça da Bandeira, seguindo em caminhada pelas ruas do Centro e Benfica, para um ato público na Reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Os (as) professores (as) do Cariri, Redenção, Crateús, Sobral, Quixadá e Russas, também registraram participação nas nossas Redes Sociais.

O presidente da Adufc-Sindicato, professor Enio Pontes, ressaltou que “não podemos permitir que projetos conquistados com muita luta sejam atacados pelo governo. Os cortes revestem-se profunda gravidade, tendo em vista que, afetará negativamente as atividades de ensino, pesquisa e extensão, razão maior da existência dessas instituições públicas federais.”

“As bolsas de estudos de mestrado, doutorado e pós-doutorado estão ameaçadas, além da iminente paralisação de programas de pesquisa e o consequente fechamento de laboratórios”, finaliza o dirigente e docente do Centro de Tecnologia da UFC.

ESTUDANTES

Desde as 5h da manhã, do dia 15 M, os estudantes da UFC protestavam contra os cortes no o cruzamento da Av. da Universidade com a Av. Treze de Maio.

CORTES NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS DO CEARÁ

O maior corte em porcentagem atinge a Universidade Federal do Cariri – UFCA, cerca de 47% da verba, uma média maior que R$ 18 milhões; a UFC sofre com um corte de 30%, mais de R$ 45 milhões (o maior em Real); já a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) tem um bloqueio de 29% da verba prevista para 2018 – uma média maior que R$ 11 milhões.

Goiânia

Seguindo o movimento nacional de paralisação da educação, o ato unificado contra os cortes no setor feitos pelo Governo Federal e pelo MEC reuniu em Goiânia cerca de 25 mil pessoas entre estudantes, professores de todos nos níveis da educação e servidores técnicos. Estiveram presentes várias entidades sindicais, movimentos sociais e estudantis, incluindo o ADUFG-Sindicato, Sint-Ifesgo, CTB, Sintego, Sinpro, UNE, ANPG, UBES, entre outros.

"O ato de hoje uniu todos os profissionais da educação no Estado de Goiás e a comunidade em geral que defendeu a educação brasileira que está sob ataque do governo que realizou cortes em cima de cortes não apenas na Educação Superior, mas na Educação Básica também", declarou o presidente do ADUFG-Sindicato, Flávio Alves da Silva, "cabe a nós defender e lutar contra esse contingenciamento. A sociedade tem que se juntar a nós, pois ela utiliza a educação pública". É uma situação lamentável: temos um ministro da Educação que defende cortes na educação ao invés de recursos para a área", disse Silva. Também estiveram presentes os diretores do Adufg, Daniel Christino, João Batista de Deus, Ana Christina Kratz e Geovana Reis.

"Estamos aqui hoje a partir de uma conclamação nacional em defesa da ciência brasileira", disse o professor Leandro Gonçalves Oliveira, do ICB. "O Bolsonaro  é uma pessoa que não tem preparo nenhum para ocupar o cargo, ele não tem nenhum respeito pelo País. É lamentável essa situação. Parabéns a todas as centrais sindicais, frentes de trabalho coletivo que estão mobilizadas em defesa deste movimento nacional".

"Temos a presença de estudantes de diversas escolas e universidades públicas com o objetivo de lutar e mostrar para esse governo a nossa insatisfação com o corte de verbas destinadas à educação pública", disse Letícia Scalabrine, coordenadora-geral do DCE da UFG, "nossas universidades são referência em pesquisa, extensão e ensino, nada justifica deixar de investir na educação e atacar os estudantes que estão lutando pelo futuro do Brasil e pelo desenvolvimento do nosso povo".

Outra estudante que fez coro foi Raísa Vieira, representando a ANPG e a APG: "aqui temos muitos pós-graduandos de diferentes áreas para dizer ao Bolsonaro que não vamos aceitar os cortes das bolsas de pesquisa. São cerca de 7 mil bolsas cortadas o que significa 7 mil desempregados que se somam aos 13 milhões sem emprego no País".

Além dos estudantes, o evento contou com a presença maciça de professores, entre eles Paulo de Marco, do departamento de Ecologia do ICB, que resolveu dar aula para os seus alunos na Praça Universitária: "nós precisamos nos mobilizar, dar as aulas, mostrar para a sociedade o que a gente faz. Não devemos parar de dar aula, devemos dar aula o tempo todo, em todo lugar. Temos que inundar essa cidade de educação e é isso que a gente vai fazer".

"Este é um passo importante que todos os segmentos educacionais estão dando para defender uma educação pública, gratuita e de qualidade. Isolado não vamos ter força o suficiente para enfrentarmos o momento político que estamos vivendo", disse a professora Kátia Maria, ex-candidata a governadora de Goiás. "Estão tentando descreditar a imagem dos professores, enfraquecer a formação de uma opinião crítica. Essa paralisação serve para conscientizar, unificar e ser uma forma de resistência a esses cortes que não são só a nível nacional, mas também no Estado de Goiás".

No interior

O movimento também agregou milhares de pessoas em todo o Estado. Ele reuniu cerca de 50 mil pessoas em 40 cidades de Goiás com grande participação da população de municípios como Jataí (abaixo), Catalão, Anápolis e Itumbiara em que as manifestações chegaram a concentrar 5 mil pessoas.

Pará

A capital paraense também presenciou manifestações em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade, sem cortes ou restrições orçamentárias.

Milhares de manifestantes tomaram as ruas de Belém, e caminharam carregando faixas e entoando cantos contra o governo Bolsonaro e os cortes na educação.

Bahia

A Bahia também contribuiu com as manifestações. Veja matéria completa no link:

APUB: Greve Geral da Educação reúne milhares de pessoas em Salvador

Com informações ADURN, ADUFRGS, ADUFG, ADUFC, APUB e SINDPROIFES-PA

 

 





ADURN-Sindicato se posiciona contra o Future-se

ADURN-Sindicato se posiciona contra o Future-se

 18/07/2019

A nova proposta, apresentada pelo MEC nesta quarta-feira (17), chamada sarcasticamente de “Future-se”, representa, de forma muito clara, o despreza que o atual governo dedica à questão da Educação e, especificamente, com relação à [...]













GO!Sites