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PROIFES e CNTE apresentam resolução contra desmonte da Educação no 8º Congresso Mundial da Educação

Publicado em : 25/07/2019


O presidente do PROIFES-Federação, Nilton Brandão, e o presidente da CNTE, Heleno Araújo, apresentaram nesta quarta-feira, 24, no 8º Congresso Mundial da Internacional da Comunicação, em Bangkok, na Tailândia, uma Resolução Urgente sobre a situação da Educação no Brasil. Brandão fez a leitura do documento para um público de 1400 educadores de 151 países presentes ao evento, no qual denuncia os ataques à educação brasileira em todos os níveis, a privatização e mercantilização do ensino no país, e a perseguição a professores e professoras em todas as regiões do Brasil.

"Não é só a educação que está sendo ameaçada. O governo no Brasil quer privatizar todos os serviços públicos, e para isso elegou como inimigo o servidor público brasileiro. Primeiro com o estrangulamento de recursos, e com a não aceitação da representação dos trabalhadores, não há qualquer perspectiva de negociação", afirmou o presidente do PROIFES para um auditório lotado.

Veja o vídeo com a fala de Brandão:

Na Resolução, as entidades conclamam educadores de todo o mundo a “se manifestarem contra este processo de destruição do educação pública no Brasil e promoção de políticas de privatização e comércio educacional”

RESOLUÇÃO URGENTE SOBRE O BRASIL

O 8º Congresso Mundial da Educação Internacional, realizado em julho de 2019 em Bangkok, Tailândia,

Considerando que:

1. Envio do projeto de lei ao Congresso Nacional para promover o ensino privado é desenvolvido através do sistema de vouchers.

2. Incentivo e candidatura para alunos do ensino fundamental (entre 6 e 14 anos anos de idade) recebem essa educação à distância.

3. A aplicação da lei 13.415 / 17, que promove a privatização do ensino médio, restringindo a base de conhecimento de alunos que são parceiros segregados educacionalmente, distinguindo escolas para ricos e pobres, além de promover e desmantelar as políticas educacionais e sociais com um ataque sistemático aos direitos fundamental e social da população, especialmente dos setores historicamente marginalizados (negros, índios, mulheres, LGBTi).

4. A crescente e violenta perseguição contra professores, promovida pela defensores de escolas não-partidárias, que acusam educadores de promover doutrinação ideológica com os alunos, além do crescente processo de
militarização das escolas no Brasil, é agora implementado como um projeto de governo

5. O processo de privatização e comercialização da educação pública básica brasileira e superior através de programas que promovam a falta de responsabilidade do Estado contra a oferta de serviço público e financiamento do setor, desviando recursos público para o privado para o lucro.

6. Convocamos todas as organizações sindicais de educação no mundo e as International Education a se manifestarem contra este processo de destruição do educação pública no Brasil e promoção de políticas de privatização e comércio educacional














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