PROIFES | Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico

Comunicação

Notícias Proifes

PROIFES e APUB participam de Congresso Internacional de Trabalhadores da Educação na Argentina

Publicado em : 07/11/2019

Entre os dias 05 e 06, aconteceu o Congresso Internacional “A Universidade como direito: perspectivas desde o sul”, promovido pela CONADU – Federação Nacional de Docentes Universitários da Argentina. O PROIFES-Federação participou representado pelo diretor Eduardo Rolim (ADUFRGS-Sindical) e pela professora Marta Lícia de Jesus, diretora da APUB.

No dia que antecedeu o Congresso, foi realizada uma reunião de sindicatos de trabalhadoras/es da educação, na qual cada um falou sobre sua situação no contexto dos países da América Latina. Rolim contribuiu abordando o contexto político-econômico do Brasil e Marta trouxe os desafios para defender as Universidades e Institutos Federais, assim como reflexões sobre o avanço da privatização do ensino superior. Além disso, pautou a defesa das políticas de acesso e permanência de estudantes pobres, pretas/os e LGBTQ+ e frisou como o atual governo e o desmonte da educação atinge mais diretamente as regiões Norte e Nordeste do país.

No primeiro dia do Congresso, dia 05, Eduardo Rolim participou da mesa “Direitos na Universidade: mercantilização e precarização do trabalho”, representando o Brasil. Durante o Congresso, foi lançado o novo relatório, produzido pela CONADU, que traz uma pesquisa sobre o avanço da privatização do ensino superior na América Latina, a  pesquisa "Formas de privatização e mercantilização do ensino superior e do conhecimento na América Latina." (veja aqui).

Marta participou também, no dia 06, do III Encontro contra o Neoliberalismo, por uma Universidade democrática, popular e feminista; ela apontou, dentro dos debates e provocações sobre como as organizações podem contribuir para uma pedagogia decolonial, como o pensamento de Paulo Freire é uma potência para pensar uma pedagogia mais solidária, emancipatória.

Pesquisa sobre privatização

A investigação "Formas de privatização e mercantilização do ensino superior e do conhecimento na América Latina", produzida pela CONADU é uma análise das tendências gerais regionais e a abordagem de quatro casos: Argentina, Chile, Peru e República Dominicana.

“O projeto de pesquisa é desenvolvido como uma contribuição para começar a entender um pouco melhor quais características o intenso progresso dos processos de privatização e mercantilização tem em nossa região, mas principalmente no setor universitário, com o objetivo de contribuir para fornecer elementos para pensar em intervenções coletivas e estratégias de ação e em organizações sindicais. Além disso, os quatro estudos de caso nos dão a possibilidade de alertar como esses fenômenos adquirem formas diferentes, dependendo das características e configurações dos sistemas universitários, das políticas públicas de cada um dos países, de como eles vêm se expandindo. setores privados e como elementos de uma lógica comercial são implantados nos Estados”, disse Yamile Socolovsky, secretário de Relações Internacionais da CONADU e diretor do IEC.


Em um contexto de hegemonia neoliberal, a educação em geral e os sistemas universitários latino-americanos em particular eram vistos como oportunidades de negócios e definidos por acordos de livre comércio como serviços comercializáveis. Os processos, ações e atores são heterogêneos, mas existem estratégias e elementos comuns. Assim, as autoras Fernanda Saforcada, Daniela Atairo, Lucía Trotta e Aldana Rodríguez Golisano apontam tendências regionais que assumem formas locais:


Hiperprivatização universitária: a América Latina é uma das duas regiões mais privatizadas do mundo em questões universitárias, juntamente com o sul da Ásia. Isso implica que o setor privado compreende um número maior de estudantes que o setor público e que 2 de cada 3 universidades da região são privadas.


Aumento da demanda no ensino superior e redução de recursos para o setor público: a taxa bruta de ensino superior triplicou entre 1990 e hoje, mas os recursos não cresceram nessa proporção. Como saída, os sistemas de seletividade nas universidades públicas foram reforçados e parte dessa demanda foi derivada do setor privado de médio ou baixo custo. Por outro lado, as universidades públicas devem se autofinanciar através de propinas para estudantes de graduação e pós-graduação e da venda de serviços.


Limpando as distinções entre público e privado: uma tendência que possui uma dimensão material - que na prática permite o desvio de recursos públicos para o setor privado - e outra dimensão simbólica - que move a haste para o “comercial / não comercial” ou de "qualidade / não qualidade" -.

Incidência do setor universitário privado no público: notória relação entre os principais atores de universidades privadas e o poder político.

Com informações Conadu, Ascom APUB e IEAL















APUB: Mobilização dias 26 e 27 contra as Reformas de Guedes

APUB: Mobilização dias 26 e 27 contra as Reformas de Guedes

 26/11/2019

Conforme aprovado em Assembleia Geral no dia 19 de novembro, a Apub junta-se a demais categorias de servidores/as para mobilizar contra as propostas de reformas do Estado do Ministro da Economia Paulo Guedes (PECs 186, 187 e 188/2019). Denominadas de “Plano Mais Brasil”, essas [...]



GO!Sites