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Observatório do conhecimento: Associações e sindicatos de docentes lançarão rede para defender a educação e a liberdade acadêmica

Publicado em : 08/04/2019

O observatório do conhecimento é uma rede suprapartidária e independente, formada por associações e sindicatos de docentes que articularam parceiros da área da educação, ciência e pesquisa para defender a universidade pública e gratuita, de qualidade e a liberdade acadêmica.

Segundo informações do próprio observatório, a iniciativa prevê atuação junto ao executivo e ao parlamento para acompanhamento das políticas voltadas para e educação superior. A qualificação da informação, o combate à manipulação e a defesa de projetos visam

“qualificar o debate público e aumentar o controle social sobre decisões estratégicas que comprometem o funcionamento das universidades e estruturas de produção do conhecimento nacional.”

excerto da apresentação do observatório

Inicialmente composto por 8 associações e sindicatos de docentes de 7 Estados, o observatório tem inserção em grandes universidades, como a Unicamp, UFRJ, UFPE e UFBA. A atuação dessa rede prevê atuar no apoio e realização de eventos, que mobilizem as comunidades acadêmicas para além dos professores, envolvendo técnico-administrativos e estudantes para debater temas candentes às comunidades.

Flávio Alves da Silva, Presidente da ADUFG, sindicato dos docentes das Universidades Federais de Goiás, falou com o portal Tribuna Universitária sobre o movimento. Segundo Flávio, após a divulgação do lançamento do observatório várias entidades já manifestaram interesse em apoio e isso pode levar à adesão de novas associações ao observatório do conhecimento.

O professor lembrou que os investimentos nas universidades e institutos federais reduziram desde 2015 em torno de 70% e os recursos de Ciência e tecnologia reduziram cerca de 80%.

“Essa situação motivou algumas entidades a formar o observatório para debater e atuar efetivamente sobre essa situação e pressionar as autoridades, sobretudo o parlamento, para tomar providências”

Flávio Alves da Silva, Presidente da ADUFG, uma das entidades fundadoras

10 mitos

Atualmente há um fenômeno social que impulsionou e é muito impulsionado pelo Presidente da República e um conjunto de lideranças que giram em torno dele. Esse conjunto de pessoas está tanto no parlamento, na internet (youtube) e diversos círculos sociais, como empresariado, por exemplo. Tal fenômeno é baseado na desconstrução de referências de informação e conhecimento e na difusão de notícias falsas, teorias da conspiração e conhecimento falso ou pseudocientífico.

Um exemplo desse fenômeno é a insistente afirmação, de Bolsonaro e do Chanceler Brasileiro, de que o Nazismo é um movimento de esquerda, mesmo sob protesto e correção de representantes das comunidades judaicas, que inclusive, muitas apoiam Bolsonaro.

Nesse contexto, a universidade pública brasileira tem sido alvo do atual governo, tanto institucionalmente como em seus símbolos. Isso se dá com anúncio de investigações gerais que vão desvendar supostos esquemas de corrupção, acusação de doutrinação por parte dos professores, tentativas de impedir debates judicialmente e a rotulação dessa instituição como “ideológica”

Uma das primeiras ações do observatório do conhecimento foi elencar 10 mitos sobre a educação e a universidade. Os mitos, como se pode perceber, são representativos de falas de senso comum, difundidas por muitas lideranças do espectro político que elegeu Bolsonaro, dele próprio e de seus ministros e filhos.

Abaixo listamos os mitos que o observatório do conhecimento se dispões, de forma fundamentada, desconstruir. No site do movimento, é possível ler detalhadamente sobre cada um, além de acessar outros conteúdos relevantes, como por exemplo a linha do tempo dos cortes orçamentários e ameaças à liberdade acadêmica, além da base de conhecimento, repositório com documentos de referência para o trabalho do observtório

Mito 1: o brasil gasta demais em educação
Mito 2: o foco dos investimentos em educação deve estar no ensino básico
Mito 3: as universidades públicas gastam muito e produzem pouco
Mito 4: as universidades públicas são dirigidas por militantes da esquerda
Mito 5: as universidades públicas são centros de propagação de ideologias de esquerda, como a ideologia dos direitos humanos
Mito 6: o ensino público no brasil tem baixa qualidade porque os professores são doutrinadores
Mito 7: as cotas sociais e raciais são injustas porque tiram vagas das pessoas que não se encaixam nesses critérios
Mito 8: é a elite que frequenta as universidades públicas. São pessoas que podem pagar mensalidade para aumentar o orçamento dessas instituições
Mito 9: a universidade não deve ser para todos
Mito 10: medidas como a lava-jato da educação são necessárias porque há muita corrupção nas universidades

Lançamento

O Observatório do conhecimento será lançado dia 16 de abril de 2019, terça-feira, a partir das 18h30 no anexo II da Câmara dos Deputados em Brasília, plenário 16.

Segundo os organizadores, o lançamento reunirá professores, pesquisadores, estudantes e parlamentares de vários estados do país e pretende ser também um ato contra o contingenciamento e cortes de verbas para a Educação e a Pesquisa, os quais somam 5,839 bilhões no Ministério da Educação e 2,132 bilhões no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Fonte: Tribuna Universitária




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