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“O reducionismo é uma teoria metafísica, alheia a qualquer evidência formal, pragmática ou histórica”, afirma Martín Labarca em Seminário

Publicado em : 22/11/2019

A reflexão sobre o reducionismo ontológico nas ciências naturais e suas reverberações no pensamento científico e na realidade, conduzida pelo professor e pesquisador Martín Labarca do COCINET (Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas), deu início, hoje (22), ao segundo dia do Seminário Desafios do financiamento da Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil e na Bahia, promovido pela Apub Sindicato e PROIFES-Federação, no auditório do PAF I da UFBA.

“Quais razões que temos para aceitar o reducionismo?”, questionou Labarca para então apresentar argumentos formais, pragmáticos e históricos que refutam a teoria e se opõe a sua naturalização, tanto na prática quanto na educação científica, a partir da hierarquização entre as disciplinas. Ainda, lembrou que há, inevitavelmente, nexos entre os domínios da realidade, e, portanto, entre as disciplinas científicas, não havendo justificativa para reduzir umas às outras, a exemplo do que ocorre entre a Química e a Física. Além disso, há distintas imagens científicas a respeito de qualquer matéria e uma relação interteórica.

O reducionismo não se trata apenas de uma discussão acadêmica, ele tem impactos na realidade e estabelece o que são ciências primárias e secundárias. “A maneira que se concebe as relações entre as disciplinas e subdisciplinas, levando em conta sua importância e prestígio, é relevante na hora de distribuir recursos materiais e humanos”.

Após a exposição, abriu-se o debate, relacionando o tema com o financiamento da produção científica, considerando a hierarquização entre as pesquisas. “O sindicato tem que se preocupar com as questões da produção da ciência, as condições desta produção definem qual terreno teremos para trabalhar”, apontou Jailson Alves, diretor da APUB e coordenador do GT de Ciência, Tecnologia e Inovação da APUB , que está sendo lançado no Seminário.  

O evento continua esta tarde, a partir das 14h, com o debate sobre as condições da pesquisa na UFBA e sobre financiamento público da ciência na Bahia e no Brasil. A mesa contará com a Secretária de Ciência e Tecnologia e Inovação da Bahia, Adélia Pinheiro e o professor Thierry Petit, da Pró-Reitoria de Pesquisa, Criação e Inovação da UFBA.

Fonte: Ascom APUB-Sindicato















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