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NOTA PÚBLICA: A ADUFSCar reivindica pronta abertura de amplo debate sobre o Future-se

Publicado em : 14/08/2019

A Diretoria da ADUFSCar, cumprindo decisão unânime de assembleia geral da entidade, realizada em 8 de agosto de 2019, enviou ofício à Reitora da UFSCar e ao Reitor do IFSP solicitando que o programa ‘Future-se’ seja discutido institucionalmente pela comunidade universitária da mais ampla forma possível; foram apensadas as análises já produzidas até o momento, conforme constantes dos Comunicados 21 e 23, de forma a subsidiar esse debate.

Ao mesmo tempo, na noite do dia 13 de agosto de 2019, a Reitoria da UFSCar publicou um ‘Comunicado’ sobre o ‘Programa Future-se’, em que a administração superior, após reportar audiência junto à SESu, afirma: “a avaliação da Reitoria da UFSCar é que o programa tem potencial de fortalecer a Educação Superior do país e ajudar a UFSCar a enfrentar em melhores condições os desafios de gestão”.

Os Comunicados 21 e 23/2019 da ADUFSCar, por outro lado, apresentam à consideração dos colegas ponderações que balizam a avaliação preliminar desta Diretoria sobre o programa Future-se. Coerentemente com o que aí expomos, nossa compreensão é a de que vários dos aspectos relatados no ‘Comunicado’ da Reitoria não têm contrapartida no que está efetivamente expresso na minuta do projeto de lei apresentado pelo MEC. Apenas para exemplificar, levando-se em conta o alinhamento do ‘Future-se’ com a Emenda Constitucional 95, que é o eixo condutor da política econômica do atual governo, não há como conciliar a realidade –já em curso –de progressivos cortes orçamentários por ela imposta com a asserção, por parte da SESu, de que “não haverá substituição de orçamento pela criação dos fundos”.

A questão central que aqui gostaríamos de tratar, contudo, não se refere propriamente às discussões sobre o Future-se, mas sim ao melhor encaminhamento a ser adotado.

A Diretoria da ADUFSCar defende a pluralidade, o respeito às diferenças de opinião, a apresentação e a análise de argumentos e contra-argumentos, como elementos capazes de, democrática e coletivamente, conduzir à construção de posições hegemônicas. Discordamos radicalmente da visão autoritária dos que se julgam donos da verdade, qualquer que seja o ângulo político que os embase. Essa tem sido uma das marcas desta e de diretorias anteriores: a rejeição às opiniões preconcebidas, à intolerância, bem como a abertura permanente ao diálogo construtivo.

É importante, claro, que todos estejam esclarecidos em relação ao Future-se, como condição básica, e isso certamente se dará a partir do conhecimento minucioso do texto e das implicações do programa, das justificativas que o apoiam, das críticas que vêm sendo feitas e da análise do contexto em que é proposto.

Entretanto, é mais do que importante, é fundamental que se garanta o contraditório, com a convocação e a realização de reuniões departamentais e setoriais, de audiências públicas, de mesas redondas, e o que mais seja necessário para que a comunidade universitária possa, ao cabo, consolidar uma avaliação fundamentada e majoritária sobre o Future-se. Esses são pressupostos essenciais para que se delibere sobre tão relevante questão. Pontue-se, também, que pode não ser suficiente adotar uma atitude binária em relação ao que é proposto; pode vir a ser preciso analisar alternativas que a comunidade eventualmente considere mais adequadas, bem como os meios, as alianças e as mobilizações necessárias para viabilizá-las.

Assim, a Diretoria da ADUFSCar afirma e reafirma a decisão aprovada em suas instâncias deliberativas, e reivindica firmemente que, precedendo qualquer tipo de posicionamento institucional, seja aberto, conduzido e concluído um amplo e democrático processo de discussão sobre o Future-se.














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