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“Não vamos deixar que a privatização seja a marca da educação do futuro”, afirma PROIFES na Argentina

Publicado em : 05/10/2017

Com uma ampla participação de representantes internacionais, começou nesta quarta-feira, 4, o 34º Congresso Ordinário da Federação Nacional de Docentes Universitários (CONADU), realizado em Buenos Aires, capital da Argentina, com o tema “Para o centenário da Reforma, por uma Universidade Democrática e Popular”. O PROIFES-Federação, representado por seu presidente, Eduardo Rolim (ADUFRGS-Sindical), e seu vice-presidente, Flávio Silva (ADUFG-Sindicato) esteve presente, destacando as semelhanças e diferenças entre as realidades educacionais argentina e brasileira.

“É muito importante que os sindicatos e organizações de trabalhadores estejam cada vez mais fortes para poder resistir a este momento em que todos os países da América Latina estão passando por momentos de retrocessos, e também ter propostas para avançar nas conquistas sociais a recuperar. Não podemos permitir que a privatização seja a marca da educação do futuro”, afirmou Rolim em sua fala.

O Congresso realiza-se até este sábado, 7, debatendo, dentre outros temas, conjuntura educacional latino-americana, a entrada de novas associações e sindicatos, e a ação político-sindical da CONADU em defesa da universidade pública, popular e democrática.

Do Brasil esteve presente também na mesa de abertura a secretária de assuntos educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Educação (Contee), Adércia Hostin, que reforçou a necessidade de os sindicatos fortalecerem e ampliarem os espaços de resistência e enfrentamento, “que propõem um momento de reflexão não só para o Brasil, mas para todos os países da América Latina”

Hugo Yasky, secretário geral da Central de Trabalhadores da Argentina (CTA) abriu o painel destacando o intenso ano de lutas dos trabalhadores e trabalhadoras contra o ajuste na economia argentina. “O governo de Macri tem um objetivo claro, que é avançar contra a educação pública, e particularmente contra a universidade pública. Ele quer que o acesso a universidade deixe de ser um direito. Temos em nossas mãos uma responsabilidade enorme”, afirmou o dirigente sindical.

A intervenção do secretário geral da CONADU, Carlos De Feo, encerrou o painel, afirmando que “as universidades não são mais consultados pelo Estado, estamos perdendo recursos e perdemos políticas inclusivas, as querem isoladas e fechadas. É nossa responsabilidade discutir o modelo de universidade que querem propor. Estamos destinados a vencer: por convicção, decisão e por vontade de lutar”, concluiu De Feo.

Com informações Ascom CONADU

 







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