PROIFES | Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico

Comunicação

Notícias Proifes

Mulheres do PROIFES-Federação marcham em defesa da Democracia, Direitos e Soberania

Publicado em : 09/03/2018

O dia 8 de março marca internacionalmente uma data de luta das mulheres de todo o planeta: O Dia Internacional da Mulher. No Brasil, as mulheres, professoras, trabalhadoras, militantes de movimentos sociais, líderes sindicas dos sindicatos federados ao PROIFES foram às ruas em diferentes regiões e cidades do país.

No Rio Grande do Norte, em ato unitário, mais de 90 coletivos feministas de todo o Estado protagonizaram a defesa da Democracia, da Soberania e da Previdência Social nas ruas da capital potiguar.

Para a professora Gilka Pimentel, vice-presidente do ADURN-Sindicato, a data foi muito além do perfil comemorativo e reforçou, com energia, alegria e muita criatividade a luta e resistência das Mulheres por Direitos, Liberdades Democráticas e contra as violências.

Ao longo da caminhada, que seguiu da sede do INSS, localizada na Rua Apodi, no bairro de Cidade Alta, até o bairro da Ribeira, palavras de ordem, faixas, cartazes e artes reforçaram a necessidade de enfrentamento ao maior retrocesso das políticas feministas que o governo Temer (PMDB) quer impor aos brasileiros e defenderam a ampliação do protagonismo e representação política da mulher, em todos os níveis..

Além de Natal, o ato contou com a participação de caravanas de Parnamirim, Ceará-Mirim, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, São Paulo do Potengi, São Miguel do Gostoso, Santa Cruz, Montanhas, Mossoró, Caicó e Currais Novos.

Entre as organizações que participaram da manifestação, destacam-se a Frente Brasil Popular, Frente Povo sem Medo, Marcha Mundial das Mulheres, Levante Popular da Juventude, MST, Fetarn, Fetraf, CUT, CTB, Intersindical, PT, PC do B, PSOL e PCO. O mandato do deputado estadual Fernando Mineiro (PT) foi um dos apoiadores do ato unificado, juntamente com os mandatos da senadora Fátima Bezerra (PT) e das vereadoras petistas Natália Bonavides (Natal) e Isolda Dantas (Mossoró).

Já em Salvador, Bahia, a Apub esteve presente na tradicional Marcha das Mulheres, em defesa da igualdade de gêneros, contra o feminicídio e todas as formas de violência; o ato, que esse ano trouxe como tema “Mulheres, resistir e transformar” – dialogando com o Fórum Social Mundial, que inicia na próxima semana – ainda levou para a Praça da Piedade as pautas de repúdio à Reforma Trabalhista e ao desmonte da Previdência Social.  A concentração começou às 13h e reuniu representações de sindicatos, organizações e movimentos sociais. A presidenta da Apub, Luciene Fernandes ressaltou a importância de construir a luta feminista incluindo as mulheres negras, LGBTTs e transsexuais: “durante o Fórum Social Mundial, teremos uma mesa, no dia 13, para discutir a universidade e as mulheres negras em espaços de poder”, lembrou. As docentes do O Centro de Estudos e Pesquisas sobre Mulheres, Gênero, Saúde e Enfermagem (GEM) da UFBA também se organizaram para fortalecer o ato.

Em Goiânia (GO),  o Março Mulher Interinstitucional 2018 reuniu membros da UFG, sindicatos e centrais sindicais, estudantes, movimentos sociais e coletivos feministas em frente a Assembleia Legislativa de Goiás. A ação referente ao dia da mulher foi marcada pela luta e união de mulheres do campo e da cidade.

Sob o lema “Mulher bonita é a mulher que luta” o movimento seguiu rumo a Avenida Anhanguera, reivindicando políticas publicas em defesa dos direitos das mulheres trabalhadoras rurais e urbanas. “Esse ato é uma construção coletiva. Esse local foi proposto pelas companheiras do campo que tiveram pautas engavetadas (na assembleia) sobre a agricultura familiar, dentre outras”, afirma a Diretora de Relações Étnico-raciais, de Gênero e Diversidade do Sint-Ifesgo e coordenadora da comunicação do evento, Michele Coutinho Oliveira de Andrade.

As atividades desenvolvidas pelo Março Mulher Interinstitucional 2018 se estendem ao resto do ano, se unindo a ações do Fórum Goiano Contra a Reforma da Previdência e Trabalhista. “Estamos protocolando hoje um documento constando violações aos direitos das mulheres em Goiás, que será o ponto chave para exigir politicas publicas do governo ao longo do ano”, diz Michele.

A diretora reiterou a importância da união entre os movimentos. “Decidimos priorizar demandas esquecidas, tentamos dar visibilidade, protagonismo e voz no dia 8 e março para essas mulheres invisibilizadas. Juntas somos mais forte”. A manifestação também trouxe elementos culturais diversos, como os movimentos negro e indígena, e envolveu pessoas de todos os gêneros, classes e idades.  

No Pará, o Sindproifes-PA convocou todas as mulheres a caminharem juntas pela luta por melhores condições de trabalho para todas, valorizando-as e respeitando suas capacidades e compreendendo suas dificuldades em conviver em uma sociedade tão injusta e desigual.

Com informações ADURN, ADUFG, APUB e Sindproifes-PA


Fotos RN: Vlademir Alexandre

















GO!Sites