PROIFES | Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico

Comunicação

Notícias Proifes

Marcha e abertura da CRES: educar para a transformação social e universidade como espaço de resistência

Publicado em : 12/06/2018

 A Conferência Regional de Educação Superior (CRES) 2018 começou oficialmente nesta segunda-feira, 11, na cidade de Córdoba, na Argentina, reafirmando o compromisso da educação como ferramenta de transformação social. Esta é a terceira edição de CRES, evento que reúne reúne representantes da comunidade acadêmica de quase 14 mil instituições de ensino superior da América Latina e Caribe.

O PROIFES-Federação, que está participando com uma delegação de 25 docentes, iniciou as atividades desta segunda marchando com centenas de estudantes, entidades sindicais, docentes e movimentos sociais pelas ruas do centro de Córdoba, em uma mobilização com cantos e palavras de ordem pela universidade gratuita, contra o neoliberalismo e as políticas de ajuste dos governos de Mauricio Macri e Michel Temer, na Argentina e Brasil, respectivamente.

Esta edicação da CRES resgata e comemora os cem anos do Manifesto Liminar de 1918, documento que redimensinou a visão sobre a educação superior no século XX. O ato de abertura oficial contou com mais de três mil docentes, sindicalistas, pesquisasores, e representantes de governos e de entidades ligadas à educação no Orfeu Superdomo de Córdoba.

O coordenador geral da CRES, Francisco Tamarit, inicou as falas do evento de abertura lembrando que a educação como um direito universa e compromisso público deve “trabalhar para acabar com a pobreza, nunca com as universidades”. Na sequência, Ramón Mestre, prefeito da cidade de Córdoba ressaltou a importância do manifesto de 1918 e destacou o espírito inovador do documento centenário.

Já Stefania Giannini, sub diretora geral de Educação da UNESCO frisou a educação como direito humano fundamental e inalienável, e a importância da CRES 2018 para colocar a educação superior no centro da agenda política dos governos. “Córdoba é o lugar perfeito para este encontro, o grito de Córdoba deu início a transformações que são necessárias até hoje”, afirmou Stefania.

Bastante vaiado pelos presentes, o ministro da Educação da Argentina, Alejandro Finocchiaro encerrou a sessão de abertura pedindo o fortalecimento da educação superior por meio da coesão social, e convocou os presentes a retomar o espirito da geração de 1918, quando aqui em Córdoba jovens se rebelaram para diviulgar suas ideias e deste modo democratizar as universidades.

A abertura da CRES contou ainda com apresentação cultural de três espetáculos culturais com elementos musicais indígenas e autóctones de grupos ligados às universidades de Buenos Aires e de Córdoba, e se encerrou com a conferência do sociólogo Boaventura de Sousa Santos com o tema “ “Los dolores que quedan son las libertades que faltan. Para continuar y profundizar el Manifiesto de 1918”, título extraído do documento agora centenário, que remodelou as estruturas e orientações das universidades latino americanas no início do século XX.

Boaventura ressaltou em sua fala que as tentativas de desmonte da universidade pública fazem parte de “um monstro de três cabeças: o colonialismo, o capitalismo e o heteropatriarcado”, que atuam de maneira conjunta e unificada, enquanto a resistência atua de maneira fragmentada, e por isso enfraquecida para fazer o enfrentamento. “Da universidade se pode pensar como fazer e articular a resistência”, acrescentou o sociólogo português, que em seu discurso criticou duramente a mercantilização da educação e a condição colonizadora das universidades.

Para Boaventura, é necessária uma refundaçaõ da universidade em outras bases, para que esta seja um espaço de resistência, retomando o caminho iniciado pelos estudantes de 1918. “A universidade tem que ser refundada epistemologicamente. O inimico da universidade não esta fora dela, mas dentro, porque não entendemos a necessidade de articular trazer para dentro da universidade outros saberes e conhecimentos”, afirmou, acrescentando que é necessário antes de tudo “descolonizar as universidades”.

Fotos: CRES/Divulgação



Por uma Frente Ampla em Defesa da Democracia

Por uma Frente Ampla em Defesa da Democracia

 18/10/2018

As eleições para a Presidência da República e para o Congresso Nacional constituem o momento mais significativo do exercício da cidadania em nosso País. Nesse contexto, os reitores das Universidades Federais, reunidos na Andifes, consideram essencial [...]








ADUFG prestigia abertura do 15º Conpeex

ADUFG prestigia abertura do 15º Conpeex

 15/10/2018

O ADUFG-Sindicato participou na manhã desta segunda-feira, dia 15 de outubro, da abertura do 15º Congresso de Pesquisa, Ensino e Extensão (Conpeex) da UFG. A solenidade, que aconteceu no Centro de Cultura e Eventos Professor Ricardo Freua Bufáiçal, foi [...]








GO!Sites