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IFRS: Juliana deixou um recado aos estudantes brasileiros: “Não parem de sonhar! Vocês podem sim conquistar o mundo!”

Publicado em : 28/06/2019

A estudante Juliana Davoglio Estradioto, 18 anos, recebeu a medalha da 55ª Legislatura da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. O evento ocorreu na manhã desta quinta, 27, no salão Júlio de Castilhos. A entrega da medalha foi feita pelo deputado estadual Fernando Marroni (PT).

A solenidade teve a participação de entidades sindicais, instituições de ensino, estudantes e familiares da homenageada. Aluna do campus Osório do IFRS, Juliana conquistou o 1º lugar na área de Ciência dos Materiais, na maior Feira de Ciências do Mundo, a Intel ISEF (International Science and Engineering Fair), realizada no mês de maio, nos Estados Unidos.

O deputado Fernando Marroni, que propôs a entrega da medalha, destacou que o talento e a dedicação da estudante irão servir de inspiração para outros jovens em todo Brasil. Por sua vez, o reitor do IFRS, Júlio Xandro Heck, enfatizou a importância da interiorização do ensino, que é uma marca do IFRS. “O trabalho de pesquisa realizado por estudantes como Juliana serve para transformar a sociedade, desenvolver produtos tecnológicos para o seu território e isso é muito importante para o país”, afirmou. 

Para a professora Flavia Twardoski, orientadora de Juliana, a conquista da aluna do IFRS é um símbolo do que a educação pública é capaz de fazer. “Quando os alunos se sentem parte da educação, quando conseguem praticar aquilo que aprendem, isso se torna significativo e ganha a dimensão que ela conquistou. ”  

Eduardo Silva, professor do campus Feliz IFRS e representante da ADUFRGS na cerimônia, destacou que a premiação é simbólica, porque mostra a importância da escola pública na formação de profissionais que podem promover o desenvolvimento do país. “Há muitas meninas e meninos como Juliana, espalhados pelo Brasil, que ainda não tiveram a oportunidade de ter uma escola pública de qualidade, como é o caso do IFRS. É isso que precisamos hoje: mais cientistas e pesquisadores em diversas áreas, que possam elevar o nome do nosso país”.

 Luis Henrique Estradioto, engenheiro agrônomo e pai de Juliana, falou com orgulho sobre a conquista da filha. “Ela vai servir de incentivo para outros estudantes, para não desistirem de seus objetivos profissionais”. 

Durante a sua manifestação, a jovem homenageada contou que o avô Gil Davoglio, presente à cerimônia, foi uma das que “batalhou para o que o Instituto Federal tivesse um campus na cidade de Osório”, município do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, com 45 mil habitantes. Ela destacou que, quando iniciou o curso técnico em administração não sabia direito o que era pesquisa. “Eu descobri que sou apaixonada pela ciência e creio que a educação brasileira tem qualidade sim”, afirmou. E deixou um recado para os estudantes brasileiros: “Não parem de sonhar! Vocês podem sim conquistar o mundo, pois vocês não são o futuro, mas sim o presente do nosso país”. 

Pesquisa premiada 

Juliana apresentou uma pesquisa sobre o aproveitamento da casca da noz macadâmia para confeccionar uma membrana biodegradável, que pode ser utilizada em curativos de pele ou em embalagens, substituindo o material sintético. Além de ecologicamente correta, a membrana tem um custo mais baixo do que o material sintético, sendo também mais econômica.

O trabalho foi desenvolvido enquanto Juliana era aluna do curso Técnico de Administração Integrado ao Ensino Médio do Campus Osório do IFRS, tendo orientação da professora Flávia Twardowski e coorientação do professor Thiago Maduro.

Os projetos na área de pesquisa iniciaram aos 15 anos na área de sustentabilidade, utilizando resíduos orgânicos para a produção de materiais inovadores. Na Intel International Science and Engineering Fair (Intel ISEF) de 2019, foi a primeira brasileira a vencer o primeiro lugar na categoria de Ciência dos Materiais. Como resultado, terá um asteroide com seu sobrenome. Juliana representou o Brasil na feira em outras três ocasiões.

A estudante venceu o Prêmio Jovem Cientista 2018, e foi a primeira menina a ser selecionada para representar o Brasil no Seminário Internacional de Ciências Juvenis de Estocolmo (SIYSS, em inglês), um evento que reúne anualmente 25 dos maiores jovens cientistas do mundo para um programa exclusivo de ciência e cultura na semana da solenidade do Prêmio Nobel.

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