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Em Julho evento traz programação para população de mulheres negras

Publicado em : 08/07/2020

Julho é o mês que lembra da luta das mulheres negras. O “Julho das Pretas” visa a promoção e a reafirmação da identidade, história e resistência delas em busca da igualdade de oportunidades. O evento também traz discussões sobre gênero e raça enquanto instrumentos de segregação.
 


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Fernanda Lucas Santiago participa da organização do evento neste ano e explica que foi em 1992 que a data que pauta a programação do mês –dia 25 de julho - foi definida. “Em 1992 aconteceuo último dia do primeiro encontro internacional de mulheres afro latinas e afro caribenhas, em Santo Domingo.Essa data continuou sendo comemorada em cada país. As brasileiras decidiram que nessa data seria homenageadaTereza deBenguela. Em 2013, oInsituto Odara, que fica na Bahia, criou a primeira programação com o nome de “Julho dasPretas”, explica.

O tema do mês em 2020 é “A noite não adormece em nossos olhos enquanto o racismo não morre”. A frase, de Conceição Evaristo, traz o peso de relembrar 400 anos de subalternização da mulher negra na sociedade brasileira. O poema em que está inserido o tema homenageia a historiadora Beatriz Nascimento. Nordestina e ativista, seu trabalho mais conhecido é o documentário Ori (1989, 131 minutos), assassinada em 1995 ao defender uma amiga do companheiro violento.

Fernanda Santiago, que também é historiadora ressalta que a finalidade da programação é fortalecer a comunicação e a troca de experiências. “A ideia desse mês é justamente para que nós, mulheres negras, consigamos conversar umas com as outras, perceber nossas dificuldades e nossas potências, e propor atividades culturaisnas quaisa gente possa se entreter juntas, aprendermos juntas, mostrar nossos trabalhos. Este ano também teremos discussões sobre transgeneridade.É a primeira vez que teremos um debate com uma trans negra.Teremos também painéis específicossobre saúde da muher negra, comprofissionais de saúde negras.”, observa.

Tereza de Benguela

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 No Brasil, o mês tem o seu marco no dia 25, data da morte de Tereza de Benguela, líder do quilombo do Quariterê, no Mato Grosso.Ela liderou o Quilombo de Quariterê após a morte de seu companheiro, José Piolho, morto por soldados. Segundo documentos da época, o local mantinhamais de 100 pessoas,entre negros e indígenas. O quilombo resistiu da década de 1730 ao final do século. Tereza foi morta após ser capturada,mas a causa é confusa. Em algumas fontes é mencionadosuicídio; em outras, execução ou doença.

A programação está toda no facebook: https://www.facebook.com/julhodaspretaspr

Fonte: Ascom SINDIEDUTEC-Sindicato


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