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Em defesa da Universidade e contra a Reforma da Previdência, Assembleia docente da APUB aprova paralisações

Publicado em : 09/05/2019

Professores e professoras da base da Apub aprovaram por unanimidade em Assembleia Geral, realizada no dia 07 de maio, a adesão à Greve Geral da Educação, convocada para o dia 15 de maio e à Greve Geral dos/as Trabalhadores, no dia 14 de junho. A Assembleia, marcada inicialmente para o auditório do PAF I (campus de Ondina da UFBA) foi transferida para o pátio do prédio devido ao grande número de participantes – 255 professores/as assinaram a lista de presença; estudantes também estiveram presentes, assim como representações da Assufba Sindicato, DCE/UFBA e do Sinasefe.

A Assembleia ocorreu no dia seguinte à grande mobilização em defesa da UFBA, alvo de um bloqueio de recursos de mais de R$ 55 milhões, segundo a Reitoria (veja aqui o vídeo); essa foi uma das principais questões pautadas, assim como a luta contra a Reforma da Previdência. Durante os informes, o professor Jailson Alves, diretor acadêmico da Apub, falou sobre prevista participação do sindicato nas atividades do #CiênciaOcupaBrasilia, – nos dias 08 e 09 de maio – uma iniciativa da SBPC com o apoio de diversas entidades acadêmicas e científicas que visa mobilizar no Congresso Nacional contra os cortes no setor de ciência e tecnologia. Ainda nos informes, a professora Maria José Malheiros, representante da FMTS (Fédération Modiale des Travaileurs Scientifiques) e da CGT (Confederação Geral do Trabalho) falou sobre a moção de apoio aos pesquisadores e pesquisadoras brasileiros/as aprovada pela Federação em sua última reunião anual, que teve a participação da presidenta da Apub, Raquel Nery.

Na Assembleia houve ainda um momento para discutir a situação das universidades estaduais baianas, cujos docentes estão em greve e com ameça de corte de salários. A plenária aprovou o apoio e reconheceu a legitimidade da greve dos professores das estaduais, exigindo abertura imediata da mesa de negociação pelo governador Rui Costa.

As falas dos/as presentes apontaram para a necessidade de manter a mobilização permanente em defesa da educação pública e da universidade, bem como, construir atividades que dialoguem com a sociedade, inclusive nas datas de paralisação. “Nossa paralisação do dia 15 tem que ser uma paralisação de ocupação; nós temos que ir para a rua para mostrar o que a universidade faz e para mostrar que hoje a universidade não é somente a casa de uma parcela da elite da sociedade”, afirmou a professora Cláudia Miranda (Faced/UFBA). Outro ponto levantado foi a desconstrução da ideia que existe uma oposição entre o investimento na educação superior e na educação básica. “O Ministro da Educação está dizendo que vai cortar das universidades para dar para educação básica. Isso é mentira. A educação básica também está tendo as verbas cortadas”, disse o professor Luís Eugênio Portela (ISC/UFBA e Conselho de Representantes Apub)

Durante a Assembleia foram recolhidas assinaturas para o abaixo-assinado das Centrais contra a Reforma da Previdência.

Encaminhamentos aprovados:

15 de maio – Adesão à Greve Geral da Educação. Concentração em Belas Artes às 7h30 com confecção de cartazes. Às 9h, participação no ato unificado no Campo Grande. À tarde, realização de feiras/atividades culturais organizadas pelas unidades.

14 de junho – Adesão à Greve Geral dos/as Trabalhadores/as. Acompanhar calendário das Centrais.

Realização de Plenárias nas unidades para mobilizar para dia 15 de maio e para dia 14 de junho

Criar comissões nas unidades de mobilização para dia 15

Realização de Aulas Públicas (Locais sugeridos: Lapa, Praça da Piedade e Cajazeiras)

Realização de passagens nas unidades

Aprovação de Moção de repúdio contra a inércia na investigação de quem matou Marielle Franco
Os professores/as da UFBA vêm por meio desta nota repudiar veementemente a morosidade nas investigações e a falta de resolução definitiva do brutal e covarde assassinato da vereadora Marielle Franco e de Anderson Gomes. É inaceitável que esse crime até o momento não tenha sido devidamente elucidado e seus responsáveis levados aos rigores da justiça de forma pública e transparente.

Apoio à posse da reitoria da IFBA

Articulação do movimento docente com as mobilizações nacionais

Estado permanente de mobilização em defesa da Educação Pública

Realização de uma Assembleia Geral dos três setores da UFBA para discutir fortalecimento da Greve Geral do dia 14 de junho

Criação de Comissão de inteligência para aprofundar leitura e ação sobre a guerra híbrida

Fonte: Ascom APUB














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