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Diretoria do ADUFG se reúne com reitor para discutir o Programa Future-se

Publicado em : 25/07/2019

Foi realizada na manhã desta terça-feira (23) uma reunião de parte da diretoria do Adufg-Sindicato com o reitor da UFG, professor Edward Madureira, para discutir o que foi revelado pelo Governo Federal até agora acerca do programa Future-se, do Ministério da Educação (MEC) que busca propor formas alternativas de financiamento das universidades federais.

Estavam presentes o presidente do Adufg-Sindicato, Flávio Alves da Silva, o vice-presidente, Walmirton Tadeu D'Alessandro, a diretora-Secretária Veridiana Maria Brianezi D. de Moura, o diretor Administrativo João Batista de Deus, o diretor Financeiro Thyago Carvalho Marques e a diretora de Convênios e Assuntos jurídicos Ana Christina Kratz. Também participaram da reunião os servidores João Pires e Fernando da Motta, representando o Sint-Ifesgo, e o professor Geci José Pereira da Silva, docente do Instituto de Matemática e Estatística (IME) e diretor de Assuntos Educacionais do Magistério Superior da PROIFES-Federação.

O reitor Edward Madureira deixou claro que alguns pontos são imprescindíveis neste debate: "Primeiro, não podemos abrir mão da autonomia universitária; segundo ponto, não há como ter acordo sem resolver a questão da EC 95, já que o próprio crescimento vegetativo da folha vai engolir eventualmente todo o orçamento". Ele completou dizendo que "ninguém em sã consciência" vai criticar uma medida que possa angariar fundos para a universidade, porém que não podemos nos precipitar, pois segundo ele o Future-se possui muitas lacunas e é "frouxo" em suas definições. "Ele não tem diretrizes. É um plano econômico, não é um plano de Educação", criticou.

"Queríamos realmente conversar sobre este Projeto que está colocado. As primeiras avaliações dentro da PROIFES e do Adufg, ainda em leituras individuais, é de que é um projeto negativo", disse Flávio Alves da Silva, "precisamos entender um pouco mais. Me parece que o momento agora é de esclarecimento da comunidade e de construção no sentido de que: há alguma alternativa a este projeto que possamos apresentar?". E propôs: "temos que realizar seminários, debates, para compreender este Projeto e irmos atrás dos parlamentares, pois ele será votado no Congresso".

Foi consenso de que a falta de solidez do que foi apresentando deixa várias dúvidas e temores de como o projeto seria consolidado, o que não é auxiliado pelas atitudes do próprio Ministro da Educação, Abraham Weintraub. "Na reunião com a Andifes foi dito em alto e bom som que a gratuidade da graduação seria preservada e que não querem mexer na Constituição, portanto a da pós-graduação também está resguardada, assim como disseram que nada vai mudar na carreira", contou Edward, porém o reitor lembrou que em entrevista publicada hoje no Uol, o ministro falou abertamente sobre cobranças e a contratação de docentes em regime celetista, via OS. Outra crítica de Edward foi para os fundos patrimoniais, um caminho que ele acha interessantíssimo, mas que na lei brasileira não comporta os incentivos fiscais: "isso é o que viabiliza os grandes fundos nos EUA, mas como isto vai acontecer aqui sem essa contrapartida?".

Organizações Sociais 

O professor Geci José defendeu que seja feito um parecer jurídico minucioso sobre tudo que foi divulgado até agora, exatamente para esclarecer o que é possível e o que é viável a partir do que foi proposto pelo governo. Não só isso, mas principalmente para informar, não apenas a parte interessada, mas também a sociedade, sobre do que se trata e qual é a natureza deste projeto: "por exemplo, qual é a diferença entre uma fundação e uma OS? Como as OS que prestam serviço para a universidade funcionam? Qual é o problema desta proposta de OS que o Ministro fez?", levantou, argumentando que é necessário estudar bem e ter todas estas respostas na ponta da língua para que o Future-se não seja imposto sem ser compreendido.

Mais ainda, como disse Edward, Geci apontou que o discurso apresentado pelo governo é muito sedutor para o cidadão comum e parece conter apenas coisas boas. "É preciso saber como essas coisas funcionam", defendeu, para poder dizer que não é bem assim, "e até para que a gente tenha um discurso conjunto, padrão". Já o professor Thyago Carvalho reforçou o seu temor em relação às OSs e como é preciso ficar claro, didaticamente, qual a diferença de uma OS que presta serviço de outra que pode interferir na administração: "se esse é um caminho possível, quais mudanças iria acarretar? Me parece um caminho difícil". 

Seminário 

Por fim, o presidente do Adufg Flávio Alves da Silva propôs como encaminhamento que seja realizado no mês de agosto um seminário ou evento similar propositivo e informativo que traga a fala de especialistas para analisar e estudar a proposta do Future-se. Não apenas sobre o que o governo propôs, mas o que o próprio movimento docente e mesmo os alunos e a sociedade em geral podem propor de volta.

Fonte: Ascom ADUFG-Sindicato






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