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Coneg quer disputa de ideias para vencer retrocessos de Bolsonaro

Publicado em : 25/03/2019

Estudantes, professores e sindicalistas debateram o combate à reforma da previdência e a defesa da educação pública e de qualidade

Com auditório cheio de estudantes de DCEs de todo o país o 67º Coneg da UNE iniciou neste sábado (23/3) na PUC em São Paulo com o debate sobre o tema do encontro: Resistência na educação: qualidade e democracia sim, mordaça não!

Adercia Hostin, coordenadora do Fórum Nacional de Popular de Educação (FNPE) lembrou que em dois anos perdemos o foco do investimento das políticas públicas na área da educação, temos o desmonte do MEC e do Fórum Nacional de Educação que construiu o Plano Nacional de Educação na qual a UNE fez todo o enfrentamento para garantir os 10% do PIB para o setor.

“Um Plano [PNE] formulado pela sociedade civil com toda a população, que não é um plano de governo, é um plano de Estado que precisa ser cumprido como objeto de lei e que ficou inviabilizado com o desmonte do Estado de Direito que é a Emenda Constitucional 95”, explicou.

Para Adércia, além do desmonte que inicia na EC95 e transita na reforma trabalhista, existe uma tentativa de privatização geral de todos os serviços. “É preciso que a juventude não se cale, que os professores não se calem. Essa resistência não será breve”, alertou.

O professor e representante do PROIFES-Federação, Flávio Alves da Silva, também alertou que a luta contra a EC95 não pode esmorecer.

”Temos que continuar lutando para derrubar esse retrocesso porque dele decorrem todos os outros. Vocês, estudantes, são fundamentais nessa luta. Vamos reagir imediatamente antes que nossos direitos sejam todos retirados”, disse.

Antonio Neto da Fasubra comentou a respeito da mudança nas leis trabalhistas e a Reforma da Previdência defendida pelo governo: “Vai sobrar pra essa juventude o privilégio da servidão”, lamentou.

Ele denunciou a abertura na área pública educacional para as corporações que não tem compromisso com a qualidade e com o papel do estado e propôs unidade para uma resposta por meio do diálogo com as pessoas. “O que acho enquanto resistência que temos que fazer? Buscar unidade nos nossos espaços, ousar construir um projeto que dialogue com a população, com quem utiliza os serviços públicos do país, precisamos entender o que queremos do estado para sair para o convencimento da população”. E completou: “o movimento estudantil tem por sua natureza apontar a direção. Quem faz revolução é a juventude na rua”.

DISPUTAR A EDUCAÇÃO

A postura religiosa e militar escolhida pelo governo Bolsonaro para nortear a educação brasileira também entrou no debate.

Pedro Gorki presidente da UBES destacou que a disputa pela educação se dá nas ideias.

”Temos um governo despreparado que quer destruir o caráter público da educação. Por isso, lançar ideias e apresentar pautas positivas é tarefa de todo o movimento estudantil. É uma luta de resistência para mostrar nosso caráter progressista, contra a subserviência, militarização e violência”, destacou.

Os participantes também discutiram o projeto ”Escola sem Partido”. Foi consenso entre eles que este não é um projeto para a educação, mas sim um projeto que pretende calar toda uma sociedade.

”Não é um projeto pedagógico neutro, mas sim de extrema direita e comprometido com a entrega das futuras gerações a um mercado de trabalho falido e mecanizado”, falou a professora e representante do Andes Ana Maria Estevão.

Fonte: UNE - União Nacional dos Estudantes










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