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APUB apoia a luta pela Democracia, contra o fascismo e racismo

Publicado em : 05/06/2020

Como entidade que representa os/as docentes das IFES baianas, considerando os últimos acontecimentos políticos e ato de rua convocado pelas torcidas antifascistas e coletivos do movimento negro para o próximo domingo, nos manifestamos nos seguintes termos:

1. A crise em que estamos inseridos tem nos mantido alertas e atuantes na constituição da resistência democrática ao governo Bolsonaro: autoritário, fascista, negacionista, racista, misógino, homofóbico e genocida, que conduz a crise sanitária de modo irresponsável e criminoso, acentua a crise econômica e cria uma crise política desnecessária, afetando de modo perverso os mais vulneráveis, com táticas diversionistas que enfraquecem as poucas medidas disponíveis para a contenção da covid-19.

2. Esse mesmo governo, na sua frente ideológica de ataque à educação, às universidades, à ciência e à cultura, teve de nossa parte resposta firme, de caráter amplo e popular, com atos de rua que se espalharam por todo o país, com o protagonismo do movimento estudantil e, na Bahia, a determinante ação da Apub, em articulação com outras entidades de nosso campo e movimentos sociais. Entretanto, a necessidade de adesão às recomendações da OMS nos constrangeu a medidas rigorosas de afastamento social e reconfiguração de nossa atividade política.

3. Ocorre que a situação se agrava e o governo, de muitas formas, sinaliza abertamente a intenção de ruptura institucional. De outro lado há tentativas de formação de uma frente ampla, de largo espectro político, organizando-se de modo contrário à ruptura institucional , bem como forte reação popular pró-democracia, sem caráter partidário ou institucional, realizada a princípio por coletivos progressistas de torcidas organizadas, inicialmente na capital paulista, mas com repercussões em outras capitais, a exemplo de Salvador.

4. Neste mesmo contexto, somam-se as notícias de aumento da ostensiva e contínua violência e letalidade policial contra população negra e das periferias brasileiras – lembremos de João Pedro, de 14 anos, morto dentro de casa, no dia 18 de maio e Rodrigo Cerqueira, assassinado enquanto atuava numa doação de cestas básicas, no dia 22. Ou, ainda, a indiferença com a vida de pessoas negras, como a de Miguel Otávio, de 5 anos, filho de uma empregada doméstica, que morreu após ser deixado sozinho, pela patroa da mãe, em um elevador. O cenário, além de indicar as condições extremas de vida dessa população expropriada de direitos, desassistida e sem que o Estado ofereça as condições necessárias para o cumprimento das orientações básicas para enfrentamento à pandemia, reposiciona a luta sem tréguas contra o racismo, afetada também pelos longos dias de manifestações em protesto pela morte de George Floyd nos Estados Unidos.

5. O fato é que à manifestação das torcidas organizadas em São Paulo, seguiu-se uma significativa reação na plataforma digital, abrindo um debate sobre formas de adesão aos movimentos antifascistas. Além disto, o movimento negro e coletivos organizados de comunidades e periferias brasileiras têm defendido a necessidade de manifestar-se nas ruas para defender suas próprias vidas, já que, mesmo em casa, têm sido assassinados com maior brutalidade durante a pandemia, como se a crise sanitária fosse uma autorização tácita para retirar suas vidas enquanto os holofotes se dirigem a outras questões.

6. A Apub reconhece a legitimidade dessa mobilização e suas causas justas, bem como a urgência do fortalecimento da luta pela democracia, contra o racismo e em defesa dos direitos direitos ameaçados e, também, restabelecimento dos já retirados, e por isso expressa aqui o apoio, como entidade sindical, às manifestações e respeito às decisões táticas das organizações que convocam os atos. Trata-se de ir para as ruas pela sua própria vida e pelo direito de não ser assassinado dentro da sua própria casa – a pauta mais legítima que se pode defender.

 7. No entanto, no que diz respeito à participação nos atos programados, há questões que se impõem acima de nossos anseios:

a. Nossa curva epidêmica é radicalmente ascendente e as aglomerações têm o efeito inevitável de propagação da covid-19, o que, considerando o perfil social dos manifestantes, terá uma repercussão brutal nesse grupo social. Assim, se for à rua, atente-se para as medidas de segurança sanitária, como uso de máscaras, visores, distanciamento mínimo e outras pertinentes;

b. A possibilidade de que infiltrados incitem a violência, o que pode levar à criminalização do movimento e gerar pretextos para a aceleração da escalada autoritária do governo, em meio à crise sanitária e com força organizativa de resistência aquém do necessário. A manifestação deve ser pacífica e os presentes devem cuidar de evitar provocações que possam causar confrontos desnecessários. Será preciso organização para impedir que estes indivíduos, minoritários, não descaracterizem um movimento legítimo.

Por fim, reafirmamos nossa disposição em, junto às professoras e professores, assim como com outras organizações, de construir e consolidar a luta contra o fascismo e o racismo na sociedade brasileira e a defesa dos direitos.

Diretoria da Apub Sindicato

Salvador, 05 de junho de 2020.


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