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América Latina decide o futuro do Movimento Pedagógico do Centenário de Paulo Freire

Publicado em : 10/12/2019

Encerramento do V Encontro do Movimento Pedagógico Latino-americano em Curitiba, Brasil

As organizações afiliadas à Internacional da Educação da América Latina discutiram e compartilharam suas contribuições ao Movimento Pedagógico Latino-Americano no dia de encerramento do V Encontro em Curitiba, Brasil. O diálogo entre os sindicatos da educação na região teve como objetivo definir o futuro do Movimento Pedagógico, considerando o legado e o pensamento de Paulo Freire, tendo em vista a proximidade do centenário de seu nascimento em 2021 e levando em consideração o contexto político da América Latina.

Na primeira parte do terceiro dia do Encontro do Movimento Pedagógico Latino-americano (MPL) os participantes se dividiram em grupos de trabalho por organizações e idiomas. CNTE e PROIFES, as organizações anfitriãs, formaram um grande grupo de trabalho em português. As organizações argentinas CTERA, CONADU e CEA, a segunda maior delegação, formaram outro grupo. As outras organizações de países de língua espanhola integraram um quarto grupo de trabalho, integrado pela ASPU, da Colômbia, ANDE e SEC, da Costa Rica, Colégio de Professores do Chile, ANDES 21 de Junho, de El Salvador, COLPROSUMAH, de Honduras, MPU do Panamá, OTEP-A e UNE-SN do Paraguai, SUTEP do Peru, ADP e FAPROUASD da República Dominicana e FUM-TEP, do Uruguai.

Na segunda parte do último dia da reunião, foi realizada uma sessão plenária, na qual um representante de cada grupo de trabalho que apresentou as principais contribuições para o Movimento Pedagógico, acordados pelas organizações participantes.

A Oficina Regional da Internacional da Educação América Latina registrou registrou as sugestões e contribuições apresentadas após o trabalho em grupo. Essas informações serão sistematizadas e consideradas para o trabalho da Internacional da Educação, além de serem divulgadas às organizações afiliadas através de uma memória do V Encontro.

Fátima Silva, vice-presidente da IEAL e Secretária Geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação do Brasil (CNTE) comemoraram a participação e as contribuições de todas as delegações da América Latina ao MPL. Silva também agradeceu a solidariedade expressa durante todo o processo de combate à prisão política de Lula Da Silva e lembrou que a reunião foi realizada em Curitiba para acompanhar o líder brasileiro.

Justiça para Marielle
"O Brasil e o mundo querem respostas. Quem mandou matar Marielle?", disse Silva exigindo justiça pelo assassinato da defensora dos direitos humanos, morta em 14 de março de 2018 no Rio de Janeiro. Silva disse que, assim como lutou internacionalmente pela liberdade de Lula, é necessário realizar uma campanha internacional para exigir justiça pelo assassinato de Marielle. Silva também se referiu aos vínculos entre os arredores de Jair Bolsonaro e os assassinos de Marielle Franco. As pessoas presentes no auditório expressaram sua solidariedade com pôsteres que indicam o número da rua em que Marielle foi assassinada.

"O resto do mundo tem muita esperança na América Latina"
David Edwards, Secretário Geral da Internacional da Educação (IE), participou do encerramento do V Encontro. Edwards expressou sua empolgação por compartilhar esse momento do MPL. Ele também lembrou que delegados da América Latina marcaram o 8º Congresso Mundial da IE em Bangkok, Tailândia, com intervenções que a tornaram mais política.

O Secretário da IE revisou o papel dos organismos financeiros internacionais, como o Banco Mundial, com o uso de ferramentas para quantificar e avaliar o trabalho docente. "Para eles, isso é avaliação, para nós é controle", disse Edwards em referência aos programas de avaliação “Ensinar”, de observação de professores e “Aprender”, de avaliação.

Edwards também recordou que  IE exigiu a liberdade de Lula no Congresso de Bangkok e expressou sua alegria por sua libertação. “Temos muitas Temos muitos quilômetros pela frente, mas faremos juntos. O resto do mundo tem muita esperança na América Latina e precisa dela”, disse Edwards.

Chamado para a unidade de lutas
O presidente da IEAL e Secretário Geral da CTA da Argentina, Hugo Yasky, interviu no encerramento do Encontro. Yasky expressou sua alegria e orgulho por presidir a “rede de seres que estão construindo a possibilidade de mudança", como afirmou.

"O movimento sindical de professores tem um lugar importante na luta popular, tem a ver com o que defendemos, o direito social à educação", disse Yasky. Para o também deputado nacional argentino, o sindicalismo está passando por um momento difícil, em meio a ataques e um contexto de agressividade por parte dos grupos que respondem ao imperialismo dos Estados Unidos, apesar disso, os sindicatos educacionais mantêm seu dinamismo. "Precisamos construir o mais amplo arco de unidade dos trabalhadores", disse Yasky, pedindo o fortalecimento da união sindical.

“A liberdade de Lula ainda é frágil, porque ele representa uma ameaça para essa elite brasileira, que criou Bolsonaro", disse Yasky. "Bolsonaro será substituído por qualquer outro, como aconteceu na Argentina com Macri. Aqueles que são insubstituíveis são nossos líderes, Lula é insubstituível, se tornará parte da história”, disse Hugo Yasky, entre aplausos.


Para Yasky, Lula é capaz de unir as forças necessárias para derrotar os interesses neoliberais. "O neoliberalismo é a pior expressão do capitalismo", continuou ele, e deu como exemplo o governo cessante de seu país. "É uma política de saques, na Argentina em quatro anos eles destruíram tudo, endividaram um país como nunca haviam endividado”. Ele também falou sobre a situação do desemprego, o financiamento da educação pública e da saúde. "Tudo o que foi endividado no exterior saiu da fuga de capitais, essa é a política de saques", disse Yasky. "

“Foram quatro anos de resistência”, disse Hugo Yasky ao descrever o governo de Mauricio Macri e criticou o “verniz democrático” com a “tentativa de embelezar” os governos neoliberais à imposição de suas políticas de expropriação, como no caso do Chile. “O modelo chileno caiu aos pedaços”, disse ele em referência às mobilizações pelo mal estar social. Ele indicou que esse modelo educacional é o que se tenta impor na América Latina. “Somente quem tem dinheiro pode estudar”, continuou ele, “é uma sociedade para poucos, com grandes massas de excluídos”

O futuro do Movimento Pedagógico Latino-americano
Yasky concluiu sua intervenção reforçando a necessidade de uma ampla unidade de lutas. “No Movimento Pedagógico temos que formar parte do Movimento Social. Devemos temer apenas uma coisa, isolamento e fragmentação, pois os neoliberais precisam vê-los de frente, porque vamos derrotá-los".

“O Movimento Pedagógico Latino-americano tem que marcar a defesa da educação pública como um direito dos trabalhadores, dos filhos dos trabalhadores”, afirmou Yasky. O presidente da IEAL reafirmou que a figura de Paulo Freire deve ser elevada à altura dos grandes ídolos do movimento popular da América Latina

Yasky concluiu agradecendo a militância sindical, social e política de todos os participantes do Encontro. “Em 2021 vamos estar de novo no Brasil, em Recife, no que esperamos que seja o momento de maior convocatória do Movimento Pedagógico Latino-americano, para deixar gravada a imagem de Paulo Freire como um símbolo de nossa luta”, concluiu Yasky.

No encerramento do Encontro, a delegação da CTERA realizou uma apresentação artística pensada inicialmente para começar do lado de fora do edifício em que Lula da Silva esteve preso por 580 dias em Curitiba. As argentinas e argentinos cantaram e dançaram ao ritmo da música tradicional de seu país. Sonia Alesso saudou o encerramento do Encontro, “Lula é a esperança da América Latina”, afirmou.

O V Encontro do Movimento Pedagógico Latino-americano concluiu com as fotos oficiais do evento. Os participantes posaram também com cartazes em homenagem a Marielle Franco e com a frase “Lula esperança”

Fonte: Internacional da Educação da América Latina

 



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