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ADUFG-Sindicato é a primeira entidade do Brasil a interpelar ministro da Educação judicialmente

Publicado em : 25/11/2019

Sindicato questiona juridicamente as últimas declarações de Abraham Weintraub sobre "plantações extensivas de maconha" nas universidades federais

Por meio da sua Assessoria Jurídica, o ADUFG-Sindicato interpelou judicialmente o Ministro da Educação, Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub, junto ao Supremo Tribunal Federal, para que o titular da pasta se explique sobre o teor das suas mais recentes e absurdas declarações. 

Especificamente questionou-se sobre quais universidades o Ministro se referia quando afirmou que possuem "plantações extensivas de maconha" e quais universidades estão "desenvolvendo laboratório de droga sintética". Questionou-se também por quais meios de prova o ministro tomou ciência desses fatos e quais medidas o "gestor" adotou após a ciência. O presidente do ADUFG, Flávio Alves da Silva, destaca a importância do fato de sermos o primeiro sindicato a entrar com este tipo de ação, cobrando explicações: "o ministro da Educação mentiu ao fazer estas declarações. É um absurdo que o responsável pela educação no País propague mentiras e falácias. Ele precisa entender que suas falas possuem consequências. Nós produzimos ciência. Isso é um desrespeito com a comunidade acadêmica". 

Para os advogados Igor Escher e Elias Menta, as reiteradas agressões do Ministro ferem a autonomia universitária, bem como a honra e moral coletiva dos professores (as) de todas as Universidades e Institutos Federais do Brasil, servindo-se dessa interpelação para buscar uma retratação de Weintraub e ainda preparar uma ação reparatória pelos danos morais causados. Entendem, ainda, que as declarações do Ministro passam ao largo de qualquer moralidade e probidade que um gestor do primeiro escalão do Poder Executivo deveria ter, sobretudo como Ministro da Educação, cujo papel primordial é aprimorar a educação e as Universidades Públicas, não depreciar sua imagem, especialmente quando não se comprova nada do que fora dito.

Confira a ação aqui.

Fonte: Ascom ADUFG-Sindicato









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