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Artigo: por que homenagear a Universidade nos 70 anos?

Publicado em : 11/07/2016

Por Joviniano Neto, diretor social e de aposentados da Apub.

Pronunciamento na Aula Inaugural da UFBA em 05/07/2016

Porque esta universidade foi o sonho, o projeto, o espaço, durante muitos anos o único, e atualmente o maior, que a Bahia escolheu como Centro de Formação Superior. O caminho que estabeleceu para incorporar e ampliar o conhecimento, a ciência e a tecnologia do mundo. Homenageamos a UFBA que sempre soube se manter como espaço de pluralismo tradição, inovação, da autonomia que lhe foi possível conquistar, defender, tanto em tempo de grandes arbítrios como o da Ditadura Militar quanto das pressões centralizadoras que, de fora, ameaçam sua autonomia.

A UFBA sempre esteve associada a afirmação da identidade, liberdade e qualificação dos baianos e brasileiros. Símbolo deste compromisso com liberdade e identidade é o fato da Universidade (criada por decreto de 8 abril) ter decidido se implantar no dia 02 de Julho, o dia em que comemoramos a vitória dos baianos na luta pela Independência do Brasil. O dia maior de afirmação de nossa identidade cultural.

Nesta escolha, ela continuou e incorporou um sonho e luta de gerações anteriores. Implantada em 1946, a UFBA teve reconhecida sua primeira origem em 1808, na criação da Escola de Cirurgia da Bahia (18/02/1808), a atual Faculdade de Medicina. A UFBA é reconhecida como a mais antiga da língua portuguesa da América. Na verdade, o debate para a criação da Universidade da Bahia, no Terreiro de Jesus, começou em 1583. De 1659 a 1686, a Câmara de Vereadores de Salvador pediu 8 vezes ao Rei a criação da Universidade. Na guerra da Independência, (14/06), em 1822 a Câmara de Santo Amaro propôs a criação de uma universidade, baianos defenderam na Constituinte de 1823 que ela fosse na Bahia. A ideia da Universidade da Bahia, é parte da nossa constituição como nação. A partir de escolas isoladas, reunidas em 1946, a UFBA, nestes 70 anos, soube construir uma identidade. Somos professores, servidores técnicos administrativos, e estudantes da UFBA.

Nós, professores de 70 anos ou mais, somos testemunha e resultado destes 70 anos. Fomos alunos daqueles que implantaram a universidade. O professor, todos sabemos, é parte de uma cadeia de construção de conhecimento – ele recebe, desenvolve e transmite conhecimentos e valores. O professor é um ser humano. É mais de que professor, mas o ser professor se incorpora ao seu modo de ser.

A identidade das pessoas e das instituições se faz a partir da memória. Nós que aqui estamos somos parte, memória e ponte. Parte e memória da universidade que ajudamos a construir e ponte que reúne antigas e novas gerações.

Ao contar a história dos 70 anos da UFBA, contamos grande parte da nossa história pessoal.

É importante relembrar que a história é construída pelas pessoas que decidem a partir das alternativas existentes, elas, também resultantes da relação dos homens com a natureza e os outros homens. Celebrar os 70 anos é relembrar, para os participantes, e contar para as novas gerações, como a UFBA construiu seu itinerário e identidade. Nós que aqui estamos, por termos 70 anos ou mais, temos a capacidade de, para muitos fatos, dizer eu vi, eu estava lá, ajudando a fazer o que achava certo ou impedindo o errado de acontecer. São contribuições diferentes, a partir de perspectivas e tempos diferentes, mas complementares. Somos mosaicos de um grande painel, afluentes que se lançam no rio que, há 70 anos, faz florescer, na Bahia, o conhecimento, ciência e tecnologia.

Este momento me fez relembrar minha história e relação com a UFBA. O mesmo, agora, todos estamos fazendo. Relembrando as raízes que mantem e fortalecem a arvore, a nossa vida, a Universidade Federal da Bahia.








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